O principal índice da B3 encerrou em alta nesta terça-feira (10), em meio a acomodação nas tensões no Oriente Médio. O Ibovespa fechou aos 183.447 pontos, avanço de 1,4%, marcando a maior valorização diária desde 24 de fevereiro e superando a faixa dos 183 mil pontos.
A recuperação do pregão foi liderada por ações do setor bancário, que pressionaram o índice para cima ao longo do dia. O movimento de alta ocorreu em paralelo à forte queda do preço do petróleo no mercado internacional e à evolução do câmbio, que teve leve recuo ao final do dia.
O dólar comercial fechou vendido a R$ 5,157, com baixa de 0,15%. A moeda norte-americana chegou a subir para R$ 5,18 pela manhã, mas recuou para R$ 5,13 por volta das 14h20 (Brasília UTC-3). No entanto, o ritmo da desvalorização do dólar perdeu força no fim da tarde diante de temores sobre a possível instalação de minas pelo Irã no Estreito de Ormuz.
Autoridades dos Estados Unidos reagiram às ameaças do Irã: o presidente Donald Trump afirmou que os EUA dariam uma “resposta militar sem precedentes” caso fossem encontradas minas no estreito, ao mesmo tempo em que declarou não ter recebido relatos de instalação desses dispositivos.
No mercado de petróleo, o barril do Tipo Brent caiu 11% e fechou cotado a US$ 87,80. O recuo ocorreu após declarações de Trump indicando que a guerra no Oriente Médio estaria próxima do fim, o que pressionou os preços do combustível.
As ações da Petrobras, que possuem o maior peso no Ibovespa, recuaram diante da queda do petróleo. Os papéis ordinários (ON) fecharam com baixa de 0,19%, enquanto as preferenciais (PN) caíram 0,53%.
O conjunto desses movimentos — valorização das ações bancárias, queda do petróleo e ajuste do câmbio — definiu o tom do mercado nesta terça-feira, refletindo uma combinação de fatores internacionais e domésticos ao longo do pregão.
Com informações de Agência Brasil



