Um homem foi detido na quarta-feira (11) acusado de se passar por agente da Polícia Civil para extorquir comerciantes em Princesa Isabel, município do Sertão paraibano. A prisão preventiva foi cumprida por equipes da Delegacia de Homicídios e Entorpecentes (DHE) de Patos.

As apurações tiveram início após denúncias de que indivíduos, usando fardamento semelhante ao da Polícia Civil, abordavam estabelecimentos comerciais da cidade, sobretudo locais onde havia máquinas caça-níquel. As ações, segundo as vítimas, simulavam fiscalizações e culminavam na exigência de pagamento em dinheiro.

A 3ª Superintendência Regional de Polícia Civil (3ª SRPC) designou, em caráter especial, uma equipe da DHE para investigar as ocorrências e esclarecer as circunstâncias das denúncias. Durante as diligências, policiais recolheram depoimentos de comerciantes e testemunhas e analisaram imagens de câmeras de segurança e vídeos registrados nos locais das abordagens.

Com base no conjunto probatório formado pelas declarações e pelos registros em vídeo, os investigadores conseguiram identificar um dos suspeitos. A autoridade policial responsável pelo caso pediu à Justiça a prisão preventiva do investigado, medida que foi decretada pelo Poder Judiciário e executada pela DHE.

Além da detenção, foram cumpridos mandados de busca e apreensão destinados à coleta de possíveis provas relacionadas ao caso, incluindo aparelhos celulares, equipamentos eletrônicos e outros objetos apontados pela investigação.

Conforme informou a Polícia Civil, o suspeito pode responder por crimes como concussão, peculato e associação criminosa. O inquérito segue em andamento com o objetivo de localizar outros envolvidos e apurar se práticas semelhantes foram registradas em cidades vizinhas da região.

O superintendente da 3ª SRPC, delegado Cristiano Jacques, afirmou que a instituição atua com rigor na apuração de condutas que possam comprometer a credibilidade das instituições públicas e que serão tomadas todas as medidas necessárias para responsabilizar eventuais envolvidos.

As investigações continuam para ampliar a identificação de participantes e para reunir elementos que esclareçam a extensão das ações fraudulentas atribuídas aos suspeitos.

Com informações de Maispb