Um homem de 33 anos foi preso após manter a esposa e o filho de 6 anos em cárcere privado por pelo menos quatro meses na cidade de Alagoa Grande, no interior da Paraíba, segundo informações da Polícia Civil. Além da privação de liberdade, a mulher teve a alimentação controlada e foi obrigada a consumir sempre a mesma mistura de milho e frutas, três vezes ao dia.
O caso veio à tona quando, na terça-feira (10), a mulher foi expulsa da residência e procurou o Conselho Tutelar. As informações foram repassadas à polícia, que se dirigiu ao endereço na quarta-feira (11). Ao chegar ao local, os agentes não obtiveram resposta do suspeito. Durante a abordagem, os policiais entraram na casa para efetuar a prisão e encontraram o filho da vítima retido no imóvel.
De acordo com o delegado Rodrigo Régis, a vítima tinha liberdade de locomoção cerceada: a casa estava repleta de cadeados, ela não dispunha das chaves, precisava de autorização do companheiro para qualquer contato com terceiros e até para beber água. O delegado também informou que, por causa da restrição alimentar imposta pelo suspeito, mãe e criança apresentaram perda de peso.
Criança feita refém e confronto com a polícia
Durante a entrada dos policiais, o homem passou a ameaçar os agentes com uma faca e também ameaçou a própria criança, segundo a Polícia Civil. Equipes do Grupo de Ações Táticas Especiais (GATE) da Polícia Militar participaram das negociações e do resgate do menor.
No momento da ação policial, o suspeito resistiu e acabou ferido. Dois agentes da Polícia Militar também ficaram feridos no confronto; ambos foram levados ao Hospital de Trauma de Campina Grande — um com ferimento na perna e outro no rosto — e permanecem conscientes e em atendimento. O homem foi encaminhado ao Hospital de Trauma de João Pessoa, onde ficará custodiado até se recuperar; posteriormente será transferido para a carceragem da Polícia Civil em Guarabira.
O delegado informou que o suspeito pode responder pelos crimes de cárcere privado, lesão corporal contra agentes de segurança pública e resistência, por tentar obstruir a ação policial.
Com informações de Jornaldaparaiba




