Prisões e resgate em Alagoa Grande

Um homem foi detido na tarde desta quarta-feira (11) após manter uma mulher e uma criança de seis anos em cárcere privado dentro de uma residência em Alagoa Grande, cidade do Brejo paraibano. Equipes da Polícia Civil e do Grupo de Ações Táticas Especiais (GATE) da Polícia Militar participaram da ação que resultou na prisão e no resgate da criança.

Segundo a Polícia Civil, houve divergência inicial sobre o cenário: enquanto a corporação informou, em um primeiro momento, que mãe e filho estavam sendo feitos reféns, o delegado responsável informou posteriormente à TV Cabo Branco que a mulher teria sido expulsa da casa pelo suspeito na terça-feira (10) e que apenas a criança permaneceu no local, sendo feita refém na quarta-feira (11).

De acordo com o delegado, a própria vítima procurou o Conselho Tutelar para denunciar a situação. Ela afirmou que estava em cárcere privado juntamente com o filho desde novembro do ano passado. Ainda conforme a apuração, o suspeito obrigava mãe e filho a se alimentarem exclusivamente de uma papa à base de milho e frutas desde o início do suposto cárcere, em novembro.

Ao chegarem ao imóvel, agentes da Delegacia de Polícia Civil de Alagoa Grande não obtiveram resposta do homem e entraram na residência para efetuar a prisão, diante da possibilidade de flagrante. No momento da abordagem, o suspeito teria passado a ameaçar os policiais com uma faca e, em seguida, fez a mulher e a criança de reféns.

O GATE foi acionado para a negociação. Durante a operação, a criança foi retirada da casa e o homem reagiu, sendo dominado e preso. Ele foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Guarabira para os procedimentos legais.

Durante as negociações, dois policiais militares ficaram feridos e foram levados ao Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande. Segundo a TV Paraíba, um dos agentes sofreu um corte na perna e o outro no rosto; ambos estão conscientes e em atendimento médico.

As autoridades seguem com as investigações e os procedimentos relativos ao caso.

Com informações de G1