A 1ª Vara Regional de Garantias determinou o arquivamento do inquérito que investigava a morte de Gerson de Melo, jovem que foi atacado por uma leoa dentro do recinto do Parque Arruda Câmara, conhecido como “Bica”, em João Pessoa, no ano passado. A decisão da juíza Michelini Jatobá seguiu parecer do Ministério Público da Paraíba (MPPB) e o Jornal da Paraíba teve acesso ao documento nesta quarta-feira (11).
TRANSMISSÃO: das à TV Cabo Branco
Segundo a sentença, as apurações concluíram que Gerson ingressou voluntariamente na área do animal, desconsiderando os avisos feitos por guardas municipais e por outras pessoas presentes no local. A Justiça entendeu não existir indício de crime praticado por terceiros nem por agentes públicos que justificasse continuidade do inquérito.
Apurações realizadas
No processo consta que a entrada do jovem no recinto ocorreu após ele escalar barreiras de proteção e utilizar uma árvore como apoio para acessar o espaço onde estava a leoa. A 2ª Delegacia Distrital de João Pessoa ouviu guardas municipais que presenciaram o fato, funcionários do zoológico, familiares de Gerson e uma conselheira tutelar que tinha relação com a vítima. Também foram juntados ao inquérito laudos periciais, incluindo exame do corpo e perícia no local.
Um relatório do Ibama, citado pela juíza, indicou que o zoológico atende às normas de segurança exigidas, apresentando muros de cerca de 8 metros e telas inclinadas destinadas a impedir invasões. Com base nesses elementos, a magistrada concluiu pela ausência de negligência da administração do parque, dos tratadores ou do Estado da Paraíba.
A decisão prevê, entretanto, que o inquérito poderá ser reaberto caso surjam novas provas que modifiquem o entendimento atual.
O episódio
Imagens que circulam nas redes sociais mostram o momento em que Gerson entrou no recinto da leoa, em um episódio registrado em vídeo no domingo (30). Nas imagens, ele sobe por uma estrutura lateral e usa a árvore próxima como apoio antes de entrar no espaço, sendo atacado em seguida. De acordo com informações repassadas à TV Cabo Branco, o jovem tinha transtornos mentais.
Em nota, a Prefeitura de João Pessoa informou que ele escalou rapidamente uma parede de mais de 6 metros, ultrapassou grades de segurança e entrou no recinto, e que já iniciou apurações sobre as circunstâncias do caso. As autoridades também comunicaram solidariedade à família da vítima e ressaltaram que o espaço segue normas técnicas e de segurança.
A Polícia Militar e o Instituto de Polícia Científica da Paraíba (IPC) foram acionados para a ocorrência. Após o ataque, o zoológico foi fechado e as visitas suspensas; não há previsão de reabertura. No momento da invasão, o parque estava aberto e recebendo público.
Com informações de Jornaldaparaiba



