O que: Kill Bill, The Whole Bloody Affair, versão única e completa do filme de Quentin Tarantino que reúne os volumes lançados em 2003 e 2004.
Quem: Quentin Tarantino (diretor) e o elenco liderado por Uma Thurman e Lucy Liu.
Quando e onde: A versão integral entrou em cartaz nos cinemas brasileiros desde a semana passada, com sessões únicas realizadas à noite.
Como: O filme é exibido no corte do diretor e tem duração de 4 horas e 35 minutos por sessão.
Transmissão: Band
Apresentado agora como um único filme, Kill Bill reúne os dois volumes originais — Kill Bill volume 1 (2003) e Kill Bill volume 2 (2004) — e é exibido nas salas brasileiras na versão intitulada Kill Bill, The Whole Bloody Affair. O autor da matéria assistiu ao corte do diretor e descreve a experiência como marcante, ressaltando a unidade do longa quando visto como obra única.
Na filmografia de Tarantino, Kill Bill figura como o quarto longa-metragem, precedido por Cães de Aluguel, Pulp Fiction e Jackie Brown. Posteriormente, o diretor lançou À Prova de Morte, Bastardos Inglórios, Django Livre, Os Oito Odiados e Era Uma Vez em Hollywood, totalizando nove filmes entre 1992 e 2019. O texto lembra que Tarantino tinha 29 anos ao lançar Cães de Aluguel, 56 quando Era Uma Vez em Hollywood estreou e que completará 63 anos em março. Ainda segundo a matéria, ele promete filmar apenas mais um longa — o décimo — antes de se afastar do cinema, e já publicou o livro Especulações Cinematográficas, que mistura crítica e memórias.
Conteúdo e referências: O tema central de Kill Bill é a vingança, mas o filme também é tratado como um comentário sobre o cinema. Entre as sequências destacadas estão a cena em que a personagem de Uma Thurman enfrenta dezenas de oponentes com espada, e o duelo contra Lucy Liu, valorizados pela coreografia, montagem e elementos visuais — o traje amarelo de Thurman, o vestido branco de Liu, as espadas, a neve e o sangue — embalados por Don’t Let Me Be Misunderstood na versão do Santa Esmeralda.
O início da segunda metade traz o ensaio do casamento e o massacre na igreja, evento que desencadeia a trama de vingança. Tarantino também presta homenagem a Rastros de Ódio, de John Ford, com imagens evocativas como a porta por onde entram e saem Bill e as Víboras Mortais, comparada à porta que se fecha atrás do personagem de John Wayne em Rastros de Ódio.
Os créditos finais são destacados pela combinação audiovisual: a apresentação do elenco com nomes e apelidos ao som de Malagueña Salerosa. O texto esclarece que Malagueña Salerosa não é a mesma peça que Malagueña, movimento de uma suíte de 1933 do cubano Ernesto Lecuona, e que Malagueña Salerosa é uma canção mexicana popularizada no final da década de 1940. A versão tocada nos créditos é do Chingon, banda texana que mistura rock com música mexicana. A sequência final, com o trecho “Que bonitos ojos tienes…”, é destacada como exemplo de montagem vibrante.
Por fim, a matéria aponta que Kill Bill pode não ser o melhor filme de Tarantino para todos, mas serve como síntese do estilo e assinatura do cineasta.
Com informações de Jornaldaparaiba



