Pequenos negócios lideram criação de empregos no início de 2026 na Paraíba
As micro e pequenas empresas foram responsáveis pela maior parte da geração de empregos formais na Paraíba em janeiro de 2026, com saldo positivo de 1.090 vagas, segundo levantamento do Sebrae com base em dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
O resultado representa avanço superior a 65% na comparação com o mesmo mês de 2025, quando o saldo registrado havia sido de 659 postos de trabalho. Entre as atividades com maior saldo nas empresas de menor porte estão a construção de edifícios, a incorporação de empreendimentos imobiliários, o comércio atacadista de produtos farmacêuticos para uso humano e veterinário, serviços especializados para construção e clubes sociais, esportivos e similares.
O desempenho dos pequenos negócios contrasta com o verificado em médias e grandes empresas, que apresentaram saldo negativo de 1.062 vagas no período. Outros grupos também fecharam vagas em janeiro: o item classificado como “outros” registrou queda de 327 postos e a administração pública teve retração de 3 vagas.
Quando se observa por setores da economia, a construção civil foi a principal responsável pela abertura de novas vagas no estado, com 840 empregos gerados em janeiro. Os serviços apareceram em seguida, com 243 novas contratações, e a indústria de transformação registrou 196 vagas a mais.
Por outro lado, alguns segmentos apresentaram saldo negativo no mês: o comércio teve redução de 152 empregos, a agropecuária fechou 35 vagas e os Serviços Industriais de Utilidade Pública (SIUP) tiveram diminuição de 2 postos de trabalho.
Em sua análise, o Sebrae na Paraíba atribuiu o destaque da construção civil à retomada de obras e à continuidade de projetos iniciados no final de 2025. Já o setor de serviços foi observado como mais sensível às variações de demanda do mercado, o que leva a ajustes de contratações de forma mais rápida conforme o ritmo da economia.
O cenário reflete, portanto, uma dinâmica de recuperação concentrada nos pequenos empreendimentos e em atividades ligadas à construção, enquanto empresas de maior porte e alguns outros segmentos não acompanharam a mesma trajetória no primeiro mês do ano.
Com informações de G1




