O contato com animais silvestres em centros urbanos representa risco tanto para a população quanto para os próprios animais. No início do mês, um jacaré foi resgatado depois de circular pelas ruas do município de Fagundes, situação que colocou em perigo moradores e o animal. Na última semana, outro filhote de jacaré foi capturado na areia da praia de Formosa, em Cabedelo. Também houve registro recente do nascimento de um filhote de bugio na Bica, em João Pessoa.

Em casos como esses, existem procedimentos específicos para reduzir riscos e garantir o atendimento adequado às espécies. O primeiro passo recomendado é acionar a Polícia Ambiental pelo telefone 190. Após o contato, equipes do Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), vinculado ao Ibama, são responsáveis pelo resgate e pelo acompanhamento dos animais.

O resgate deve ser realizado exclusivamente por órgãos habilitados; a população é orientada a não tentar capturar ou manusear os animais, devido ao risco de acidentes. O atendimento realizado pelo Cetas engloba a captura, avaliação clínica e a reabilitação necessária para que os animais possam voltar à natureza.

Quando o processo de recuperação é concluído, o Ibama encaminha os exemplares para áreas amplas, como sítios e terrenos, que atendam aos critérios técnicos estabelecidos pelo órgão. Pessoas interessadas em oferecer áreas que cumpram esses requisitos podem solicitar o cadastro junto ao Ibama para que o local seja avaliado e, se aprovado, utilizado para soltura ou reabilitação.

Se não houver possibilidade de readaptação ao ambiente natural, o animal permanece sob responsabilidade do Cetas. Nesses casos, o encaminhamento pode ser feito para zoológicos ou criadores autorizados por órgãos ambientais competentes, conforme a situação específica do animal e as normas vigentes.

Seguir esses protocolos ajuda a reduzir riscos de acidentes com a população e aumenta as chances de recuperação e reintegração dos animais ao seu habitat natural.





Com informações de Jornaldaparaiba