Nas últimas 24 horas, o nome do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), foi citado mais de 2,4 milhões de vezes nas redes sociais, das quais 61,8% — cerca de 1,5 milhão — tiveram tom negativo, segundo levantamento da Ativaweb DataLab divulgado nesta terça-feira (17).
O salto nas menções acompanhou a repercussão de reportagem da Folha sobre um empréstimo de R$ 22 milhões concedido pelo Banco Master à cunhada de Motta, Bianca Medeiros. De acordo com as informações tornadas públicas, os recursos teriam sido utilizados na compra de 400 hectares de um terreno na zona oeste de João Pessoa.
Maioria das interações em tom crítico
O estudo aponta que as publicações críticas se concentram em questionamentos sobre a relação familiar envolvida no negócio e no montante elevado do empréstimo. Essa mobilização nas redes já mostra reflexos na base política do parlamentar: João Pessoa aparece como a terceira cidade com maior volume de interações sobre o caso, ficando atrás apenas de São Paulo e do Rio de Janeiro.
Além das questões econômicas, o debate nas redes ampliou-se para pautas institucionais. Termos relacionados ao Congresso Nacional e ao Supremo Tribunal Federal passaram a figurar com frequência nas postagens, indicando que o episódio começou a atingir a percepção sobre instituições, segundo a Ativaweb.
Análise do cenário
Para a Ativaweb, o episódio marca uma mudança no ambiente digital do deputado, que vinha registrando queda na repercussão online desde dezembro. Em depoimento à pesquisa, Alek Maracajá, CEO da Ativaweb DataLab, ressaltou que, em poucas horas, Motta voltou ao centro do debate nacional.
O levantamento também ressalta que a narrativa crítica domina as conversas, enquanto mensagens de defesa aparecem com linguagem mais técnica e têm menor alcance. A Ativaweb observa que, em crises digitais com forte apelo emocional e que tocam aspectos pessoais, financeiros e institucionais simultaneamente, o impacto tende a ser mais prolongado e abrangente.
O monitoramento da Ativaweb DataLab consolida os números e as tendências observadas nas redes nas últimas 24 horas.
Com informações de Jornaldaparaiba



