Mãe Rita Preta de Oxalá, reconhecida como a mestre juremeira mais idosa do país e uma das principais lideranças religiosas brasileiras, faleceu aos 100 anos em Santa Rita, na Grande João Pessoa, nesta terça-feira (17). A família não divulgou a causa da morte.

Transmissão: Band

Natural de Pernambuco, Mãe Rita Preta de Oxalá mudou-se para a Paraíba e passou a exercer papel de destaque nas práticas da Jurema. Ela foi uma das responsáveis pela criação da Federação de Cultos Africanos na Paraíba e, em reconhecimento à sua trajetória, recebeu em dezembro do ano passado o título de doutora Honoris Causa pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

A líder religiosa vivia na mesma residência desde 1940 e não teve filhos biológicos, segundo informações divulgadas pela família e pelo terreiro onde atuava. Sua atuação religiosa e a longevidade a tornaram referência entre os praticantes da Jurema e outras manifestações afro-brasileiras no estado e no país.

O corpo será velado a partir das 22h desta terça-feira no Terreiro de Jurema e Umbanda Caboclo José de Andrade, localizado no bairro Santa Cruz, em Santa Rita. O sepultamento está marcado para a manhã de quarta-feira (18), no cemitério da cidade.

Autoridades e integrantes de terreiros e movimentos ligados às religiões de matriz africana tendem a prestar homenagens nos próximos dias, destacando a contribuição de Mãe Rita Preta de Oxalá para a preservação e a divulgação da tradição juremeira na Paraíba.

Não foram divulgadas informações adicionais sobre cerimônias públicas fora do velório no terreiro nem detalhes sobre horários específicos do enterro além do dia informado pela família.

O falecimento de Mãe Rita Preta de Oxalá representa a perda de uma figura proeminente no cenário religioso regional, cujo trabalho de articulação institucional e reconhecimento acadêmico marcaram sua trajetória ao longo de décadas.

Com informações de Jornaldaparaiba