Agentes da Vigilância Sanitária localizaram insetos, inadequações na conservação dos alimentos e outros problemas de higiene durante inspeção na pizzaria apontada como provável causa de sintomas de intoxicação em 118 pessoas e da morte de uma mulher em Pombal, no Sertão. O estabelecimento foi interditado na segunda-feira (16) e a Polícia Civil conduz a investigação sobre o caso.
Durante a vistoria, os fiscais constataram ausência de documentos que comprovem a adoção de Procedimentos Operacionais Padrão (POPs), além da falta de protocolos de higiene e de controle de pragas. Também foram verificados equipamentos com sinais de oxidação e o reaproveitamento de vasilhames já utilizados para alimentos, práticas que comprometem a segurança sanitária do local.
A defesa do proprietário, representada pela advogada Raquel Dantas, informou que acompanhou as inspeções e que aguarda desdobramentos para se manifestar. Segundo a advogada, o dono do empreendimento está à disposição para colaborar com as apurações e teria sido ele próprio quem solicitou a vistoria da Vigilância Sanitária Municipal.
O inspetor sanitário da Agevisa, Sérgio Freitas, afirmou que as condições verificadas no estabelecimento estavam em desacordo com a legislação sanitária, em especial a RDC 216/2004, e que, por isso, o funcionamento do local não se mostrava adequado.
A secretária municipal de Saúde, Luciana Melo, informou que a Vigilância foi acionada ainda no domingo (16) e procedeu à coleta de materiais e amostras de alimentos, encaminhadas ao Laboratório Central de Saúde Pública da Paraíba (Lacen-PB) para análise. A Agevisa acompanha tecnicamente os exames; o prazo estimado para conclusão dos laudos é de aproximadamente uma semana.
Segundo a prefeitura, apenas uma pessoa permanece internada em decorrência dos sintomas; os demais pacientes que foram atendidos nas unidades de saúde do município já receberam alta. O proprietário da pizzaria compareceu à delegacia, conforme informou o inspetor sanitário. Com a etapa de fiscalização sanitária encerrada, a investigação segue sob responsabilidade da Polícia Civil, enquanto os órgãos de saúde aguardam os resultados laboratoriais para prosseguir com a apuração sanitária.
Com informações de Jornaldaparaiba



