A Justiça Federal divulgou a decisão da 16ª Vara que determinou a prisão preventiva de duas pessoas e o cumprimento de 11 mandados de busca e apreensão no âmbito de uma operação que investiga fraudes em concursos públicos na Paraíba e em outros estados do Nordeste. A ação foi conduzida pela Polícia Federal com apoio do Ministério Público Federal (MPF).
Segundo o MPF, a apuração se baseia em diversos elementos de prova e em duas delações premiadas firmadas por investigados, que detalharam o suposto modus operandi do grupo. A investigação aponta irregularidades em certames diversos, incluindo concursos de tribunais, universidades, forças policiais, o Concurso Nacional Unificado (CNU) e seleções para bancos públicos.
O juiz Manuel Maia de Vasconcelos Neto determinou as prisões preventivas de Dárcio de Carvalho Lopes da Silva Souza e Flávio Luciano Nascimento Borges. Conforme a decisão, os dois já eram alvos de outras investigações relacionadas a fraudes em concursos, fato que pesou para a decretação das prisões. A investigação também apura participação dos investigados em tentativa de fraude no concurso da Polícia Federal.
Alvos de buscas e autoridades mencionadas
Além das prisões, as equipes cumpriram mandados de busca contra diversos investigados. Entre os alvos das buscas estão Gustavo Xavier do Nascimento, que ocupa o cargo de Delegado-Geral da Polícia Civil de Alagoas, e o servidor do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) Waldir Luiz de Araújo Gomes.
A lista de investigados inclui ainda os policiais civis de Alagoas Eudson Oliveira de Matos e Ramon Izidoro Soares Alves, o funcionário da Caixa Econômica Federal Flávio Pedro da Silva, a enfermeira Ingrid Luane de Souza Ferreira, Lariça Saraiva Amando Alencar, Mércio Xavier Costa do Nascimento e o ex-vereador de Lagoa Grande (PE) Alvanir Gomes da Silva.
O veículo que divulgou a lista informou que tentou contato com o delegado-geral de Alagoas e com o servidor do TRE-PB, sem obter resposta até o momento. Os demais citados também não foram localizados para comentar as investigações. O espaço permanece aberto para manifestações de todos os envolvidos.
Em outubro do ano passado, a Polícia Federal já havia investigado uma família do sertão da Paraíba suspeita de integrar esquema de fraude no Concurso Nacional Unificado (CNU), apontando para a existência de ramificações e ações correlatas ao caso atual.
As investigações prosseguem sob acompanhamento do MPF e da Polícia Federal, com base nas provas reunidas e nos depoimentos de colaboradores.
Com informações de Jornaldaparaiba




