O historiador Chagas Amaro, em sua coluna Direto ao Ponto publicada nesta quarta-feira (18), afirmou que empresários do setor de combustíveis estão se aproveitando do conflito entre Estados Unidos/Israel e Irã para elevar preços do diesel, classificando esse comportamento como oportunista.

Segundo Amaro, os efeitos do aumento do preço do diesel seriam menos severos caso o Brasil contasse com uma malha ferroviária mais abrangente, capaz de reduzir os custos de transporte de cargas, especialmente de produtos agrícolas. Ele também destacou a necessidade de maior atenção à manutenção das rodovias como forma de diminuir o chamado custo-Brasil.

O historiador observou que a expansão da fronteira agrícola para o Centro-Oeste e para o Norte não foi acompanhada por melhorias adequadas na infraestrutura rodoviária, o que, na sua avaliação, tem provocado perdas relevantes ao setor produtivo. Ao analisar a atual estrutura de transporte do país, Amaro afirmou que o sistema rodoviário brasileiro é insuficiente para atender às demandas nacionais e que a falta de cuidado com as estradas contribui para o aumento dos custos logísticos.

Em relação à possibilidade de paralisação dos caminhoneiros motivada pela elevação do combustível, o colunista ressaltou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no entendimento dele, não é o responsável direto pela alta do diesel. No entanto, Amaro ponderou que o chefe do Executivo pode sofrer consequências políticas e eleitorais em função da percepção pública, já que, historicamente, a população tende a atribuir ao governo a responsabilidade por crises desse tipo, independentemente da sua orientação política.

A declaração do historiador foi veiculada em vídeo incorporado à publicação da coluna Direto ao Ponto na edição de 18 de março, disponível no portal que divulgou a matéria.

O tema completa o debate sobre os desafios logísticos e os impactos econômicos associados ao preço dos combustíveis, em um momento em que o setor produtivo e categorias como os caminhoneiros acompanham com atenção possíveis desdobramentos.





Com informações de Diariodosertao