A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ordenou, nesta quinta-feira (19), o recolhimento de todos os suplementos alimentares da marca Mais Saúde Alimentos comercializados na Paraíba. A medida também impõe a suspensão da comercialização, distribuição, fabricação, importação, propaganda e uso dos produtos.

A decisão ocorreu após interdição da empresa Morais & Argolo Indústria de Alimentos e Produtos Naturais Ltda pela Agência Estadual de Vigilância Sanitária da Paraíba, que identificou irregularidades durante inspeção sanitária. Entre os problemas apontados estão a ausência de licença sanitária válida, a produção em local incerto e desconhecido e o não cumprimento das Boas Práticas de Fabricação.

Segundo a Anvisa, a determinação abrange todos os suplementos da marca Mais Saúde Alimentos, independentemente do lote, e leva em conta que esses produtos são classificados como alimentos. A proibição atinge todas as etapas de circulação e exposição dos itens no mercado, desde a fabricação até a promoção e uso pelos consumidores.

A medida foi formalizada por meio da Resolução (RE) nº 1.036/2026, publicada no Diário Oficial da União. No comunicado que oficializou a ação, o órgão federal ressaltou que a iniciativa tem por objetivo resguardar a saúde pública frente aos riscos decorrentes do consumo de produtos sem controle sanitário adequado.

As ações de fiscalização que precederam a decisão estadual e federal identificaram falhas que podem comprometer a segurança e a integridade dos suplementos, motivando a proibição imediata enquanto persistirem as irregularidades apontadas pelas equipes de vigilância sanitária.

Consumidores e estabelecimentos com estoque dos produtos da marca Mais Saúde Alimentos na Paraíba deverão observar a determinação e aguardar orientações das autoridades sanitárias sobre procedimentos de recolhimento e destinação adequada dos itens afetados.

A Anvisa e a Agência Estadual de Vigilância Sanitária da Paraíba mantêm a competência para acompanhar a execução da medida e adotar novas providências caso persistam riscos à saúde da população.

Com informações de Maispb