Antes de ser internado para tratamento de uma broncopneumonia bacteriana bilateral, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu a aliados que busquem aproximação com o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), com o objetivo de torná-lo vice na eventual candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência.
Os recados sobre essa estratégia foram transmitidos a parlamentares e a integrantes da oposição durante visitas feitas a Bolsonaro entre o fim de fevereiro e o início de março, na Penitenciária da Papuda. Segundo apoiadores do ex-presidente, a inclusão de Zema na chapa teria como propósito fortalecer o desempenho eleitoral de Flávio, sobretudo em Minas Gerais, o segundo maior colégio eleitoral do país, com cerca de 16,5 milhões de eleitores.
Cenário eleitoral em Minas Gerais
Levantamento do instituto Real Time Big Data aponta que, em um confronto direto envolvendo os três, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera numericamente em Minas: o petista aparece com 35% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 31%, e Romeu Zema, com 15%.
Aliados de Bolsonaro interpretam que, caso Zema desista da disputa presidencial, parcela relevante do eleitorado do governador poderia migrar para Flávio, potencialmente melhorando o desempenho do senador no estado.
Apesar das movimentações em torno de uma possível composição, o governador de Minas tem mantido a intenção de concorrer à Presidência. Em declaração recente, Zema afirmou não ter recebido convite formal para integrar uma chapa com a família Bolsonaro e declarou que pretende dar sequência à sua pré-campanha e, se necessário, à campanha até o fim, defendendo a necessidade de renovação na política.
Até o momento, não houve confirmação pública de tratativas formais entre o Partido Novo e as lideranças do PL sobre a formação da chapa. As articulações internas e avaliações sobre o impacto eleitoral seguem sob análise dos envolvidos.
Com informações de Polemicaparaiba



