Transmissão: Band
Alunos do Colégio Estadual Padre Hildon Bandeira, localizado no bairro da Torre, em João Pessoa, realizaram um protesto na quinta-feira (18) para denunciar problemas de infraestrutura da unidade. Durante a manifestação, um grupo bloqueou um trecho da Avenida Júlia Freire e apontou também falhas na oferta do ensino técnico e no programa de educação integral, interrompido sem compensações para quem já havia iniciado o ano letivo.
Estudantes relataram à CBN Paraíba dificuldades relacionadas ao calendário escolar e à falta de climatização nas salas. Segundo um dos alunos ouvidos, as altas temperaturas e a fiação antiga tornam a permanência nas salas insustentável; a reivindicação por ar-condicionado e por melhorias estruturais é antiga, ele afirmou que a comunidade escolar está há anos cobrando providências.
Outro estudante destacou a situação do auditório, apontando que o espaço não dispõe de cadeiras adequadas e que, por isso, os próprios alunos precisam levar cadeiras plásticas para usar em atividades. A climatização deficiente no local também foi citada como um problema que prejudica eventos e aulas.
Em resposta imediata ao ato, a direção informou à comunidade que as gerências responsáveis por obras, administração, protagonismo e educação integral vão realizar uma visita técnica à escola e promover uma escuta dos estudantes para mapear as demandas.
Outra denúncia
Além das queixas no Padre Hildon Bandeira, o Colégio Militar da Paraíba também foi alvo de reclamações dos pais. Conforme responsáveis por alunos, há falta de professores para o ensino médio e o ano letivo do ensino fundamental está atrasado. As aulas estavam previstas para começar em 30 de março, mas a retomada deve ocorrer por rodízio, com cada turma tendo um dia de aula por semana.
Uma das mães, Tássia París, afirmou que, no fim do ano anterior, foi publicado um edital suplementar para vagas em uma unidade nova, o que teria ampliado o número de matrículas. No entanto, o prédio da unidade ainda não está concluído e, na manhã de 19 de março, permanecia sem condições de uso, deixando mais de 400 alunos sem aulas.
Em contato com a CBN, o diretor do Colégio Militar, tenente-coronel Edmilson de Castro, afirmou que a empresa responsável pela obra garantiu a entrega do prédio até 31 de março e declarou esperar a nomeação de mais professores pela Secretaria de Educação do Estado da Paraíba.
O Jornal da Paraíba tentou contato com a Secretaria de Educação estadual e não obteve retorno até a última atualização da reportagem. Também não houve resposta ao questionamento sobre a regularização do calendário escolar para os alunos do ensino fundamental do Colégio Militar.
Com informações de Jornaldaparaiba

