O presidente nacional do Solidariedade, Paulino da Força, confirmou nesta quinta-feira (26) à Rádio CBN que o deputado estadual Eduardo Carneiro deixará a legenda para assinar ficha de filiação ao Progressistas (PP), partido do deputado federal Aguinaldo Ribeiro. Segundo Paulino, a mudança está diretamente ligada ao projeto de Carneiro de disputar a Presidência da Assembleia Legislativa.
Carneiro vinha manifestando o desejo de ocupar a cadeira máxima da Casa há algum tempo e aposta que a filiação ao PP fortalecerá sua candidatura. A movimentação política ocorre em um contexto em que o PP, ao contrário do Solidariedade, tem perspectiva de formar uma das maiores bancadas na próxima legislatura, o que facilitaria articulações internas para a eleição da Mesa Diretora.
Na projeção feita por aliados, a estratégia tem efeito multiplicador caso Lucas Ribeiro (PP) seja reeleito governador em outubro. Estando no mesmo partido de Aguinaldo e Lucas, Eduardo Carneiro teria maior respaldo para avançar na disputa pela Presidência da Assembleia, aproveitando a aproximação com o grupo Ribeiro.
Historicamente alinhado ao núcleo político de Aguinaldo Ribeiro, Carneiro intensifica agora a sua movimentação partidária para consolidar apoio e ampliar influência dentro do Parlamento estadual.
Entretanto, a transferência de base do deputado provoca tensão com o Republicanos, cuja liderança — incluindo Hugo Motta e Adriano Galdino — pretende manter o comando da Mesa Diretora. A permanência de Galdino na base do grupo teria sido condicionada à garantia, dada pelos demais integrantes, de que o Republicanos seguiria na Presidência da Assembleia em um eventual segundo governo de Lucas Ribeiro.
Dessa forma, a filiação de Eduardo Carneiro ao PP e o movimento articulado por Aguinaldo Ribeiro podem colocar em risco o objetivo do Republicanos de continuar à frente da Casa. A mudança também pode influenciar o engajamento de alguns integrantes do Republicanos em um projeto de reeleição de Lucas Ribeiro.
A reação dos partidos e a articulação parlamentar nas próximas semanas deverão indicar em que medida essa troca de partido alterará o mapa de forças dentro da Assembleia e as chances de Carneiro na disputa pela Presidência.
Com informações de Jornaldaparaiba




