O Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires (HMDJMP), localizado em Santa Rita e gerido pela Fundação Paraibana de Gestão em Saúde (PB Saúde), comemora oito anos de operação neste sábado (4). Desde a inauguração, em abril de 2018, a unidade se consolidou como referência em atendimentos de alta complexidade no estado, ampliando ofertas do Sistema Único de Saúde (SUS).
Ao longo desse período, a instituição contabilizou quase 90 mil consultas e atendimentos ambulatoriais e realizou mais de 18 mil cirurgias. As especialidades com maior demanda foram cardiologia e neurologia, áreas que concentram grande parte das ações do hospital no atendimento público.
Na área cirúrgica, os registros apontam quase 4 mil procedimentos cardiológicos em adultos e mais de 9,5 mil intervenções neurológicas para pacientes adultos. Também foram efetuadas cirurgias pediátricas e implantes de marcapasso, reforçando o papel do hospital como centro de referência para casos complexos.
O diretor superintendente da PB Saúde, Cícero Ludgero, afirmou que a unidade é uma das principais referências da saúde pública na Paraíba, destacando a ampliação do acesso a procedimentos de alta complexidade, como cardiologia, neurologia e endovascular, e a importância de sua estrutura e equipe para reduzir a mortalidade e melhorar indicadores de saúde no estado.
Transplantes e avanços clínicos
Entre as conquistas acumuladas está a realização de 20 transplantes cardíacos, incluindo o primeiro transplante cardíaco 100% SUS da Paraíba, ocorrido em 2022, e o primeiro transplante cardíaco pediátrico do estado, realizado em 2025. Segundo a direção, a capacitação contínua da equipe e ações de incentivo à doação de órgãos permitiram zerar a fila para esse tipo de procedimento em 2025.
O diretor assistencial, Rodolfo Almeida, ressaltou que o hospital ampliou o acesso a intervenções complexas e contribuiu para elevar o padrão de atendimento do SUS, afirmando que o desafio atual é aprimorar os fluxos assistenciais para garantir um atendimento mais seguro, ágil e humanizado.
O Metropolitano coordena, ainda, o programa Coração Paraibano, responsável pela organização do atendimento cardiovascular em todo o estado, com serviços de hemodinâmica e suporte terrestre e aeromédico para agilizar o socorro a pacientes em urgência.
Desenvolvimento da estrutura
Desde a abertura, o hospital implantou serviços essenciais como hemodinâmica e iniciou a captação de órgãos. Passou a contar com leitos de UTI habilitados pelo Ministério da Saúde, recebeu certificações nacionais, criou um laboratório de tecnologia assistiva e, a partir de 2022, avançou na formação profissional com um laboratório de simulação realística.
Durante a pandemia de Covid-19, a unidade atendeu mais de 1.500 pacientes em estrutura dedicada ao enfrentamento da doença. Nos anos seguintes, ampliou serviços de neurologia e neurocirurgia, abriu novos leitos especializados e firmou parcerias voltadas à inovação, consolidando-se como um centro de alta complexidade no Nordeste.
A direção geral, Louise Nathalie, atribuiu os resultados a decisões estratégicas e investimentos contínuos na saúde pública, ressaltando o compromisso da equipe e o esforço de gestão para oferecer um SUS resolutivo e de qualidade.
Com informações de Polemicaparaiba



