Renúncias marcam movimentação eleitoral em estados brasileiros

O processo de desincompatibilização junto às eleições deste ano resultou na saída de oito governadores de seus cargos com o intuito de concorrer ao Senado. As renúncias foram formalizadas dentro do prazo legal, que se encerrou nesse sábado (4).

A legislação eleitoral determina que ocupantes de cargos executivos estaduais se afastem seis meses antes do primeiro turno para impedir o uso da máquina pública em benefício de campanhas. Com o cumprimento desse prazo, os governadores que optaram por disputar uma cadeira no Senado deixaram seus postos para registrar candidaturas.

Estão entre os chefes do Executivo que renunciaram e devem disputar as eleições para o Senado:

– Gladson Cameli (PP), Acre
– Ibaneis Rocha (MDB), Distrito Federal
– João Azevêdo (PSB), Paraíba
– Renato Casagrande (PSB), Espírito Santo
– Mauro Mendes (União), Mato Grosso
– Helder Barbalho (MDB), Pará
– Cláudio Castro (PL), Rio de Janeiro
– Antonio Denarium (PP), Roraima

Além desses oito, outros dois governadores também deixaram os cargos dentro do mesmo prazo e aparecem como pré-candidatos a outros postos: Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) são apontados como pré-candidatos à Presidência da República.

Com as renúncias, os vice-governadores assumiram as chefias dos respectivos estados. Esse movimento de transição tem implicações administrativas locais e abre espaço para que muitos dos novos titulares tentem a reeleição nos próximos pleitos. Na Paraíba, por exemplo, a substituição culminou na posse de Lucas Ribeiro (PP) como governador.

As formalizações ocorridas até o fim do prazo consolidam a lista de nomes que deverão constar nas chapas ao Senado nas próximas eleições, em conformidade com o calendário e as exigências da Justiça Eleitoral.

Com informações de Maispb