Um áudio divulgado recentemente traz o deputado estadual Guto Zacarias (Missão-SP), ligado ao Movimento Brasil Livre (MBL), tentando convencer a então namorada a interromper a gravidez. O parlamentar confirmou que a gravação é autêntica e afirmou tratar-se de um episódio ocorrido em um momento de fragilidade.
Segundo Zacarias, a gestação foi mantida. A filha do deputado com a ex-companheira Giovana Pereira tem atualmente um ano.
Boletim de ocorrência por violência psicológica
Em fevereiro de 2025, Giovana registrou um boletim de ocorrência contra o deputado, alegando violência psicológica. Depois, ela declarou ter sido mal orientada por um advogado, manifestou arrependimento pelo depoimento e pediu o arquivamento do caso.
Apesar do pedido de arquivamento, o Ministério Público de São Paulo (MPSP) apresentou denúncia contra Zacarias, conforme reportagem do Brasil de Fato. O processo tramita sob segredo de Justiça. A denúncia atribui ao parlamentar condutas como manipulação emocional e constrangimento, que teriam provocado na ex-companheira episódios de pânico, insônia e medo.
Áudio vazado
A gravação, feita em 2024 logo após a descoberta da gravidez, traz o deputado descrevendo métodos de aborto que, segundo ele na conversa, seriam realizados em áreas nobres de São Paulo e caracterizados por segurança. No trecho divulgado, Zacarias afirma não ver razões para não utilizar determinado procedimento.
Em vídeo postado nas redes sociais após a divulgação do áudio, o deputado reconheceu que a hipótese do aborto foi discutida, mas afirmou que o tema foi rapidamente descartado. Ele negou ter forçado Giovana a tomar qualquer decisão e disse que, após reflexão, o casal optou por manter a gravidez.
Posicionamento anti-aborto nas redes
Publicamente, Zacarias tem histórico de posição contrária à legalização do aborto. Em uma publicação de 2022, defendeu que o feto possui “vida própria” e argumentou que a liberdade reivindicada para as mulheres deveria ser estendida ao nascituro.
Ao comentar o caso, o deputado afirmou que ter cogitado o aborto em um momento de pressão não altera sua posição ideológica contrária ao procedimento. Ele classificou a ideia como um erro momentâneo que não teve seguimento.
O caso segue sob investigação judicial, sem novas decisões públicas até o momento.
Com informações de Polemicaparaiba



