Uma notícia sobre os 80 anos da atriz britânica Jane Asher, publicada em 5 de abril de 2026, trouxe de volta a memória do filme The Deep End, exibido no Brasil como O Ato Final. A produção é de 1970 e passou em salas brasileiras por volta de 1972 e 1973.

O filme foi recordado por quem o viu em João Pessoa, onde teve exibição no Cine Bela Vista, localizado no bairro Cruz das Armas. A sessão no local ocorreu por dois dias úteis, em única sessão noturna; o autor da lembrança viu as duas exibições com a sensação de que dificilmente voltaria a assistir ao filme.

O Ato Final teve boa recepção da crítica local em João Pessoa e chegou a figurar em listas dos melhores filmes do ano de seu lançamento. A direção é do cineasta polonês Jerzy Skolimowski, que deixou a Polônia por não se sentir livre para fazer cinema sob o regime comunista. Skolimowski, segundo a nota, está vivo e tem 87 anos.

Além de diretor, Jerzy Skolimowski também atuou como artista plástico durante um período em que viveu nos Estados Unidos e retornou à Polônia já na década de 2000. A protagonista de O Ato Final é Jane Asher, que interpreta a personagem central de uma trama com desfecho trágico.

Jane Asher é filha de um psiquiatra conhecido e de uma musicista, e iniciou a carreira de atriz na transição da infância para a adolescência, consolidando-se profissionalmente no Reino Unido. No entanto, o nome de Jane ficou amplamente associado aos Beatles e, em especial, ao músico Paul McCartney, de quem foi noiva.

Jane e Paul mantiveram relacionamento entre 1963 e 1968; nesse período McCartney chegou a morar na casa da família Asher. O irmão de Jane, Peter Asher, também atuou como músico e como produtor de discos. Estudos e livros sobre os Beatles e a vida de Paul McCartney apontam que o convívio com os Asher contribuiu para o acesso de Paul ao ambiente cultural londrino.

Algumas composições atribuídas a Paul McCartney foram associadas a Jane Asher: All My Loving (1963), And I Love Her (1964), For No One (1966), além de You Won’t See Me, I’m Looking Through You e We Can Work It Out, todas de 1965. Há também menções sobre Martha My Dear (1968): enquanto consta que a canção foi composta para a sheepdog de McCartney chamada Martha, existe a interpretação de que a musa da letra seria Jane Asher.

O registro reconstitui, portanto, a ligação entre a atriz e o filme dirigido por Skolimowski, e destaca a presença da obra no circuito brasileiro e na memória crítica local.

Com informações de Jornaldaparaiba