O vereador João Alves (PSDB), alvo de mandados de busca e apreensão cumpridos pela Polícia Civil na quarta-feira (08) no âmbito de uma investigação sobre a atuação de grupos ligados ao tráfico em Santa Rita, foi o autor de um projeto de Resolução, apresentado no início deste ano, que permitia que parlamentares presos participassem das sessões da Câmara municipal.
A proposta chegou a ser aprovada pela Casa legislativa, mas, após repercussão negativa, os próprios vereadores voltaram atrás e revogaram a medida. O texto em discussão poderia ter beneficiado outro parlamentar de Santa Rita que estava preso à época, o vereador Wagner de Bebé (PSD).
João Alves negou qualquer ligação com atividades de tráfico. Em entrevista à Rádio CBN, ele afirmou que atua como advogado e declarou: “Ao final do inquérito vai ficar comprovado que não tenho nenhuma ligação. Os opositores políticos se usaram desse artifício para formalizar denúncias criminosas tentando macular nossa imagem”, em referência às denúncias que motivaram a ação policial.
Durante a operação, policiais cumpriram mandados de busca e apreensão na residência de João Alves, em seu escritório e no gabinete que ocupa na Câmara de Vereadores. O vereador foi levado à delegacia para prestar esclarecimentos, mas não chegou a ser detido. As autoridades também apreenderam um aparelho celular dele.
O delegado Aneilton Castro, da Polícia Civil, confirmou à Rádio CBN a realização das buscas, mas disse que não poderia divulgar mais detalhes para não prejudicar o andamento das investigações.
Os fatos reúnem a tramitação legislativa da resolução proposta por João Alves, a revogação posterior do texto pelo corpo de vereadores e as medidas cautelares adotadas pela Polícia Civil na investigação sobre supostas ligações entre grupos locais e o tráfico de drogas. Até o momento, além das buscas e da apreensão do telefone, não há informação pública sobre prisões decorrentes dessa ação relacionada diretamente ao vereador alvo das diligências.
As apurações continuam sob sigilo pela Polícia Civil enquanto o processo investigativo segue em andamento.
Com informações de Jornaldaparaiba



