A Polícia Civil da Paraíba informou, em coletiva na quinta-feira (9), que a principal linha de investigação sobre a morte de quatro trabalhadores baianos aponta para uma possível dívida de drogas envolvendo uma das vítimas. Os homens estavam desaparecidos desde a terça-feira (31) e foram encontrados mortos em uma área de mata.

Segundo a investigação, cinco pessoas foram apontadas como suspeitas de participação tanto na execução quanto na ocultação dos corpos. Todos os alvos têm mandados de prisão expedidos e permanecem foragidos; um deles estaria no estado do Rio de Janeiro.

Na noite de quarta-feira (8), durante uma operação conjunta da Delegacia de Homicídios e da Guarda Civil Metropolitana em Bayeux, as equipes prenderam um homem suspeito de envolvimento no caso. O detido foi localizado em uma residência no bairro Comercial Norte após seis dias de diligências. Os agentes apreenderam com ele o telefone celular de uma das vítimas.

A Polícia Civil informou que o homem preso integra uma organização criminosa com atuação em Bayeux e tinha registro prévio de prisão por tráfico de drogas. Contudo, conforme as apurações citadas pela corporação, ele não seria o fornecedor da droga associada à vítima; as investigações prosseguem para identificar quem seria o real fornecedor.

Na mesma ação policial, uma mulher que estava na casa foi detida por tráfico de drogas. A apuração aponta que ela não aparece nas imagens relacionadas ao crime.

Relembre o caso

Os corpos das quatro vítimas foram localizados na madrugada de sexta-feira (3) em uma área de mata no bairro Brisamar, em João Pessoa. A perícia inicial indica que as mortes ocorreram aproximadamente dois dias antes do achado e foram provocadas por disparos de arma de fogo. Três das vítimas foram encontradas com as mãos amarradas para trás.

De acordo com a polícia, o veículo usado pelas vítimas teria sido roubado no município de Santa Rita, na Região Metropolitana de João Pessoa. Em razão do estado avançado de decomposição, não foi possível realizar a identificação visual das vítimas nem determinar, com precisão, a quantidade de perfurações; por isso, exames cadavéricos foram necessários para confirmar as identidades.

A delegacia informou ainda que duas pessoas estavam na posse de documentos, mas não há confirmação de que esses documentos pertençam, de fato, aos mortos. O caso segue sob investigação pela Polícia Civil.

Com informações de Jornaldaparaiba