Na abertura da sessão da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) realizada na terça-feira (7), o presidente da Casa, Adriano Galdino, informou que o médico Dalton Gadelha reclamou da Prefeitura de Campina Grande por falta de pagamento do convênio firmado entre o município e a Fundação Pedro Américo, responsável pela gestão do hospital HELP, criado por Dalton em 2023.
Segundo Adriano, em conversa mantida naquela manhã Dalton relatou dificuldades e prejuízos sofridos na condição de cooperado do sistema de saúde de Campina Grande, alegando que a administração municipal não tem pago pelos serviços prestados pela unidade.
Na mesma intervenção, o deputado elogiou o governador Lucas Ribeiro, afirmando que, já no primeiro dia de governo, ele teria atuado para “salvar a saúde pública de Campina Grande”. A declaração de Adriano referiu-se ao Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) em que o Governo do Estado assumiu a prestação de serviços no Hospital Clipsi.
A controvérsia envolvendo o HELP e a Prefeitura se intensificou em 2025, quando a direção do hospital ingressou com um mandado de segurança na Justiça, sustentando a existência de um débito de R$ 42 milhões por parte do Município. A quantia, segundo a unidade, corresponderia a emendas parlamentares destinadas ao hospital, que não teriam sido repassadas.
Posicionamento da Prefeitura
A Prefeitura de Campina Grande informou que, em outubro de 2025, o juiz Falkandre de Sousa Queiroz, da 1ª Vara da Fazenda Pública, reconheceu o direito do Município de aplicar os recursos em ações de Média e Alta Complexidade conforme as prioridades definidas pela Secretaria Municipal de Saúde.
Ainda segundo a administração municipal, da cifra de R$ 42 milhões reivindicada pelo HELP, a decisão judicial teria determinado o repasse imediato apenas de R$ 6 milhões, condicionando-se o restante à prestação de contas posterior por parte do hospital.
O Executivo municipal acrescentou que há determinação para a contratualização de R$ 10 milhões com a Fundação Pedro Américo. Em nota, Dunga Júnior, secretário de Saúde, teria dito que esse valor estava em processo de viabilização, mas que a pasta exige que o HELP apresente um plano de trabalho tecnicamente plausível e exequível.
Na ocasião, o secretário também defendeu que os pagamentos sejam realizados mensalmente, conforme a comprovação da produção dos serviços prestados pela instituição.
As partes permanecem no impasse sobre os repasses e as condições para regularização dos pagamentos.
Com informações de Diariodosertao


