O Ministério Público Federal (MPF) instaurou procedimento para avaliar as condições estruturais e o estado de conservação das pontes ao longo da BR-101 no trecho de Santa Rita, na Região Metropolitana de João Pessoa. A apuração foi motivada pelo desabamento de um trecho de ponte sobre o rio Paraíba registrado em março, quando um dos apoios da estrutura colapsou.
Alcance da investigação
O procedimento, assinado pelo procurador João Raphael de Lima, também aponta problemas observados em outra travessia da rodovia: a ponte sobre o rio Mamanguape, onde foram relatadas ferragens expostas e sinais de desgaste na estrutura. Segundo o MPF, esses indícios levantam preocupação sobre a segurança dos usuários da BR-101 e sobre possíveis impactos ambientais na região.
O órgão federal determinou prazo de 10 dias para que sejam encaminhados documentos e esclarecimentos referentes à situação das pontes no estado. O objetivo é obter informações técnicas atualizadas sobre as condições das estruturas e sobre as medidas de monitoramento, manutenção e eventuais intervenções de recuperação adotadas pelo órgão responsável pela rodovia.
Posicionamento dos órgãos responsáveis
O g1 solicitou esclarecimentos ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes da Paraíba (DNIT-PB), mas não obteve retorno até a última atualização da reportagem. A investigação do MPF busca, entre outros pontos, entender que ações preventivas e corretivas foram realizadas e quais são os planos para garantir a estabilidade das obras.
Contexto do desabamento
No episódio de março, o DNIT informou que não houve vítimas. A ausência de feridos foi atribuída ao fato de que uma das faixas da ponte já estava interditada desde setembro de 2025, quando o órgão iniciou inspeções e intervenções emergenciais na estrutura. Na ocasião, a faixa direita no sentido Natal–João Pessoa foi bloqueada na altura do quilômetro 77 da rodovia como medida preventiva para permitir avaliações das condições.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) também informou, no momento do desabamento, que não houve alteração no fluxo viário, pois o tráfego na região já era desviado devido às obras de manutenção. Equipes da corporação permaneceram no local para reforçar a sinalização e impedir que motoristas desrespeitassem o bloqueio existente.
A apuração do MPF segue em andamento, com prazo estabelecido para que os responsáveis apresentem os documentos solicitados e esclareçam as medidas adotadas.
Com informações de G1



