A ministra Cármen Lúcia Rocha, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que a crise de confiança no Poder Judiciário é “séria” e deve ser reconhecida para além do próprio meio jurídico. A declaração foi feita em 17 de abril de 2026, durante palestra dirigida a estudantes de Direito Civil na Fundação Getúlio Vargas (FGV), no Rio de Janeiro.
Ao falar sobre o tema, a ministra ressaltou que a questão da confiabilidade no sistema judiciário brasileiro não pode ser encarada apenas pelos magistrados. “A crise de confiabilidade do Poder Judiciário é séria, grave, precisa ser reconhecida e não apenas por nós, juízas e juízes”, disse Cármen Lúcia durante o evento.
Ainda na mesma intervenção, a ministra apontou que há, no Brasil, um problema relacionado à confiança nas instituições judiciais, observação que integra a avaliação que motivou sua fala à plateia de estudantes da FGV. A apresentação ocorreu no campus da instituição no Rio de Janeiro e teve como público principal alunos do curso de Direito Civil.
A participação de Cármen Lúcia na série de palestras da Fundação Getúlio Vargas teve caráter informativo e voltado ao diálogo com a nova geração de juristas. Em sua fala, ela evidenciou a necessidade de que o reconhecimento da fragilidade da confiança institucional não se restrinja à classe dos magistrados, destacando a importância do tema no debate público e acadêmico.
A ministra, integrante do Supremo Tribunal Federal, utilizou o encontro para chamar atenção à dimensão social da credibilidade do Judiciário e à repercussão que essa confiança tem sobre a percepção da sociedade em relação às decisões judiciais. Seu pronunciamento ocorreu na data de 17 de abril de 2026, conforme informado durante a palestra.
O evento na FGV reuniu estudantes e profissionais interessados em discutir os desafios contemporâneos do Direito Civil e da própria Justiça brasileira, tendo a fala de Cármen Lúcia como ponto central sobre a questão da confiabilidade institucional.
Com informações de Paraibaonline



