O Hospital Napoleão Laureano (HNL), em João Pessoa, voltou a realizar transplantes de medula óssea pelo Sistema Único de Saúde (SUS), permitindo que pacientes paraibanos recebam o tratamento dentro do estado sem a necessidade de deslocamento para outras unidades fora da região.
A primeira etapa do procedimento — a coleta de células-tronco — foi executada com sucesso. Para operacionalizar o serviço, o HNL preparou uma área específica de atendimento composta por cerca de 10 apartamentos adaptados e montou uma equipe especializada para acompanhar os pacientes durante o processo.
Segundo a direção da Fundação Napoleão Laureano, a retomada representa um marco para a rede pública de saúde estadual. Marcelo Lucena, presidente da Fundação, afirmou que a reativação do transplante responde a uma demanda histórica, já que anteriormente muitos pacientes tinham de buscar tratamento em outros estados.
O primeiro beneficiado pelo retorno do serviço é o marceneiro Augusto Barros, de 58 anos, natural de Juripiranga, diagnosticado com mieloma múltiplo. O procedimento realizado no HNL é do tipo autólogo, em que o próprio paciente fornece as células-tronco que serão reaplicadas no tratamento. Augusto declarou sentir-se aliviado e grato por poder realizar o transplante em sua região.
Até então, pacientes da Paraíba dependiam de vagas fora do estado ou de atendimentos em estruturas privadas para obter acesso a esse tipo de terapia. Com a reabertura do serviço no HNL, o SUS passa a oferecer o transplante no estado, ampliando o acesso e fortalecendo a assistência oncológica local.
O encaminhamento dos pacientes que tenham indicação clínica para o procedimento será feito por meio de regulação da Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba, que organizará o fluxo dos atendimentos. A medida busca estruturar a oferta do tratamento e garantir acesso a pacientes de todo o estado.
Além do transplante autólogo já iniciado, o hospital prevê iniciar, entre 60 e 90 dias, a realização de transplantes alogênicos — modalidade em que o enxerto provém de doador externo e que envolve maior complexidade técnica. A expectativa da instituição é alcançar a realização de até oito transplantes por mês até o fim do ano, com aumento gradual da capacidade de atendimento.
Com informações de Diariodosertao




