A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou nesta sexta-feira (24 de abril de 2026) que a bandeira tarifária aplicada em maio será a amarela, o que implicará acréscimo nas contas de luz para todos os consumidores ligados ao Sistema Interligado Nacional (SIN).
De acordo com a Aneel, a definição pela bandeira amarela decorre da redução de chuvas na transição do período chuvoso para o seco, situação que diminui a geração hidrelétrica e exige o acionamento de usinas termelétricas, cuja operação apresenta custo mais elevado.
Valor do acréscimo e abrangência
A agência reguladora informou que a adoção da bandeira amarela resultará em custo adicional de R$ 1,88 para cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos. A medida vale para todos os tipos de consumidores atendidos pelo SIN — residenciais, comerciais e industriais — enquanto vigorar essa sinalização tarifária.
Desde janeiro deste ano a conta de luz vinha sendo cobrada na bandeira verde, sem acréscimo, devido às condições favoráveis de geração e aos níveis satisfatórios dos reservatórios das hidrelétricas. A mudança anunciada pela Aneel reflete a nova avaliação das condições de geração para o mês de maio.
Funcionamento do sistema de bandeiras
Criado em 2015 pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias informa os custos variáveis da geração de energia elétrica. As cores — verde, amarela e vermelha — indicam a variação do custo de geração estimada para cada mês. Quando vigora a bandeira verde não há acréscimo; já as bandeiras amarela e vermelha resultam em cobranças adicionais por cada 100 kWh consumidos.
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) reavalia mensalmente as condições de operação do sistema de geração, define a estratégia de despacho das usinas para atender a demanda e projeta os custos que deverão ser cobertos pelas bandeiras.
Os valores atualmente estabelecidos para as bandeiras são: bandeira amarela, acréscimo de R$ 1,88 para cada 100 kWh; bandeira vermelha, Patamar 1, acréscimo de R$ 4,46 para cada 100 kWh; e bandeira vermelha, Patamar 2, acréscimo de R$ 7,87 para cada 100 kWh.
Aneel e ONS monitoram indicadores hidrológicos e a operação do sistema para determinar, mês a mês, qual bandeira será aplicada.
Com informações de Agência Brasil



