O juiz-membro do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), Rodrigo Clemente de Brito, solicitou vista na manhã desta segunda-feira (27) no processo que analisa os recursos das campanhas de Ruy Carneiro (Podemos) e Marcelo Queiroga (PL). As ações contestam a decisão que rejeitou a cassação da chapa formada por Cícero Lucena (MDB) e Leo Bezerra (PSB), eleitos nas eleições de 2024.

Os pedidos de impugnação têm como fundamento os desdobramentos da Operação Território Livre, investigação que apura suposta relação entre o Poder Executivo Municipal e facções criminosas, além de possível aliciamento violento de eleitores. Com o pedido de vista, o julgamento foi interrompido e a demonstração do voto do magistrado foi remarcada para a sessão seguinte, prevista para segunda-feira (4).

Posicionamento do Ministério Público

No curso da sessão, o procurador regional eleitoral Marcos Queiroga apresentou o posicionamento do Ministério Público sobre as provas trazidas nos autos. Ele reconheceu a existência de indícios que apontam para irregularidades e ressaltou a gravidade dos fatos relacionados ao envolvimento de aparato do crime organizado em João Pessoa. Ao mesmo tempo, o procurador destacou a ausência de elementos suficientes para vincular diretamente tais condutas à campanha eleitoral do prefeito e do vice.

Marcos Queiroga também mencionou que houve, na gestão municipal, nomeações de pessoas com supostos vínculos com o tráfico de drogas. Contudo, segundo o procurador, tais nomeações não foram comprovadas como relacionadas ao processo eleitoral em análise, o que influenciou o entendimento do Ministério Público quanto à necessidade de provas mais robustas para sustentar a cassação da chapa.

Com o pedido de vista de Rodrigo Clemente de Brito, o julgamento permanece em suspenso até que o voto do juiz seja apresentado na sessão marcada para o dia 4, quando a corte retomará a análise dos recursos interpostos por Ruy Carneiro e Marcelo Queiroga contra a decisão que negou a cassação da chapa vencedora nas eleições de 2024.

Com informações de Polemicaparaiba