O ex-governador da Paraíba e pré-candidato ao Senado, João Azevêdo, afirmou nesta segunda-feira (27) que sua ausência em agendas ao lado do atual governador Lucas Ribeiro não tem motivação política, mas decorre do caráter institucional dos compromissos. Segundo ele, não pretende transformar atos administrativos em espaço de promoção eleitoral.
“São eventos institucionais do governo, que têm que participar o governador. Quando eu for chamado, estarei sempre à disposição e já estive presente. Não farei participação para capitalizar politicamente”, declarou Azevêdo ao justificar a postura adotada em cerimônias do Executivo estadual.
Questionado sobre a mudança de apoio de prefeitos filiados ao PSB em favor do pré-candidato ao Senado Nabor Wanderley, Azevêdo relativizou a repercussão e disse não enxergar problema. “Não tem o menor problema. Não vejo nenhum problema”, afirmou, adotando tom conciliador ao comentar as movimentações dentro da base.
O pré-candidato também rebateu críticas que apontam fragilidade nas nominatas do PSB para o pleito. Segundo Azevêdo, o partido está organizado e em condições de alcançar bons resultados nas disputas estadual e federal. “Isso é uma questão de leitura sobre ser fraca ou não. O PSB montou uma nominata muito forte para fazer quatro ou cinco estaduais. A federal busca fazer ao menos um federal”, declarou.
Sobre a debandada de aliados e a perda de quadros políticos, Azevêdo disse respeitar as decisões individuais, mas criticou saídas motivadas apenas por cálculos eleitorais. “Quem saiu do PSB é porque fez uma conta. Quando você faz uma mudança por conta de ter mais chances de ser eleito em um determinado lugar, a política não é isso. É importante caminhar com alguém que pensa como você. Não tenho nenhum tipo de raiva, mas nenhuma dessas pessoas pode dizer que pedi ou orientei para fazer isso”, afirmou.
Ao comentar a polêmica em torno da nomeação do policial rodoviário federal Pedro Ivo Nogueira para a Secretaria de Desenvolvimento Humano — Pedro é marido da ex-secretária da pasta, Pollyanna Werton — Azevêdo disse ter sido responsável pela indicação inicial, mas negou qualquer interferência posterior no processo.
“Eu quem nomeei ele. Na posse dele, eu não estava mais no governo”, disse o ex-governador, acrescentando que não deu contraordem para impedir a nomeação e citando, de forma indireta, questões políticas envolvendo o PT.
As declarações de João Azevêdo foram divulgadas na rádio Correio FM.
Com informações de Polemicaparaiba



