As farmácias de João Pessoa começaram, na quarta-feira (29), a recolher medicamentos cujo princípio ativo é o clobutinol, substância presente em xaropes antitússicos. A retirada ocorre depois da proibição adotada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) na segunda-feira (27).
A Anvisa justificou a medida com base no risco grave à saúde associado ao uso desses medicamentos. Segundo a agência, preparações à base de clobutinol podem desencadear arritmias cardíacas severas, levar a desmaios e, em casos extremos, provocar morte súbita.
O clobutinol age no sistema nervoso central para suprimir a tosse, mas apresentou relação com prolongamento do intervalo QT, o que aumenta o risco de alterações no ritmo cardíaco. Na Europa, a substância já havia sido proibida em 2007 pela Agência Europeia de Medicamentos (EMA) por motivos similares.
No mercado brasileiro, o principal produto que continha clobutinol era o xarope Hytós Plus, fabricado pela União Química. Além da marca, versões genéricas com embalagens de 60 ml, 100 ml e 120 ml também estavam em circulação.
A proibição foi formalizada por meio de publicação no Diário Oficial da União (DOU) e determina a suspensão da fabricação, importação, distribuição e comercialização desses medicamentos, bem como a retirada total dos estoques.
Retirada em João Pessoa
Em João Pessoa, o recolhimento está sendo realizado diretamente entre as farmácias e a principal fabricante do xarope. A Secretaria de Saúde do município informou ao Jornal da Paraíba que, por se tratar de um recall — retirada imediata dos produtos —, a responsabilidade operacional pelo recolhimento cabe aos distribuidores.
A secretaria acrescentou que as ações de fiscalização da retirada poderão ser conduzidas de maneira rotineira pela Vigilância Sanitária dos municípios envolvidos no processo, a fim de acompanhar o cumprimento da determinação publicada pela Anvisa.
As autoridades orientam que farmácias e distribuidores sigam os procedimentos estabelecidos para o recolhimento e que a população procure informações nos canais oficiais em caso de dúvidas sobre possíveis riscos à saúde.
Com informações de Jornaldaparaiba




