O Ministério da Saúde anunciou a destinação de 168 veículos para o transporte de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) na Paraíba que precisam se deslocar para atendimentos além de 50 km de suas residências. Do total, serão entregues 24 ambulâncias, 58 micro-ônibus e 86 vans.

A iniciativa integra o programa Agora Tem Especialistas – Caminhos da Saúde, cujo objetivo é ampliar o acesso a consultas, exames, cirurgias e tratamentos contínuos, como oncologia e hemodiálise. No âmbito do Novo PAC Saúde, a ação prevê a entrega de 3,3 mil veículos em todo o país, com investimento de R$ 1,4 bilhão.

Segundo o Ministério da Saúde, é a primeira vez que o órgão compra e fornece diretamente transporte sanitário a estados e municípios, medida que visa reduzir a barreira imposta pela distância entre a residência dos pacientes e serviços de média e alta complexidade.

Na Paraíba, 106 desses veículos serão entregues diretamente a 93 municípios para uso em múltiplas finalidades. Outros 62 veículos foram destinados especificamente ao transporte de pacientes em radioterapia e hemodiálise. A alocação dos veículos voltados a esses tratamentos será definida por meio de pactuação entre o estado e os municípios na Comissão Intergestores Bipartite (CIB).

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que a medida terá impacto concreto na vida dos beneficiários do SUS. Segundo ele, pacientes em tratamento de câncer, em média, chegam a percorrer mais de 140 km para receber atendimento, o que frequentemente os obriga a viagens longas e experiências desgastantes. O programa busca oferecer deslocamentos com mais dignidade, segurança e qualidade.

Transporte para garantir acesso aos atendimentos

Os veículos destinados a pacientes em radioterapia e hemodiálise serão distribuídos entre as macrorregiões de saúde, permitindo que gestores locais organizem rotas, fluxos e modalidades de transporte conforme a realidade regional. A distribuição considerou critérios técnicos que avaliam desigualdades no acesso e a estrutura regional do SUS, com maior reforço onde há mais casos de câncer e maior dependência do sistema público.

Para a radioterapia, a alocação levou em conta a oferta de aceleradores lineares e a necessidade de deslocamento. No caso da hemodiálise, os critérios consideraram a distância até serviços de terapia renal substitutiva. A pactuação do arranjo de uso será feita entre o estado e seus municípios na respectiva CIB.

O Ministério também ressaltou avanços recentes do SUS: em 2025 foram registradas 14,9 milhões de cirurgias — 42% a mais que em 2022 — além de recordes em exames (1,3 milhão) e internações (14 milhões).

Com informações de Polemicaparaiba