Após a exibição de uma reportagem do Fantástico sobre a atuação de facções criminosas em Cabedelo, na Região Metropolitana de João Pessoa, o secretário de Segurança Pública da Paraíba, Jean Nunes, afirmou que uma das principais barreiras ao enfrentamento dessas organizações é a “correlação entre o crime e o poder público”.
Em entrevista à TV Cabo Branco, Jean Nunes ressaltou que as forças de segurança estadual vêm atuando de forma intensiva para restabelecer a tranquilidade no município. Segundo ele, a ligação entre agentes ou estruturas públicas e atividades criminosas torna as operações mais complexas, embora não as torne impossíveis.
O secretário informou que a Secretaria de Segurança tem trabalhado em cooperação com o Ministério Público, o Poder Judiciário, a Polícia Federal e outras instituições para avançar nas investigações e nas ações operacionais. “A correlação entre o crime e o poder público dificulta naturalmente o trabalho, mas não impede”, afirmou, destacando a necessidade de persistência nas áreas com maior interesse da criminalidade.
Jean Nunes também apresentou dados sobre prisões relacionadas ao avanço das organizações criminosas na Região Metropolitana de João Pessoa. De acordo com o secretário, desde o final de 2023, quando o fenômeno passou a ser identificado com mais intensidade na região, mais de 200 pessoas ligadas às organizações foram detidas.
Ele detalhou que em 2024 foram realizadas várias operações: a Polícia Civil, em conjunto com o Gaeco, efetuou 98 prisões fora do estado e também realizou prisões em Cabedelo. Já em 2025, a Polícia Civil da Paraíba, novamente com o apoio do Gaeco e de polícias civis de outros estados, contabilizou 110 prisões.
O secretário informou ainda que participará, na terça-feira (12), do lançamento do programa “Brasil Contra o Crime Organizado”, iniciativa que prevê um investimento aproximado de R$ 11 bilhões como parte das ações do governo federal para fortalecer o enfrentamento e a investigação de facções criminosas.
As autoridades estaduais afirmam que as ações continuarão de forma integrada entre as instituições competentes, com foco nas áreas consideradas prioritárias para a intervenção.
Com informações de Jornaldaparaiba


