A bolsa brasileira encerrou em queda nesta segunda-feira (11), enquanto o dólar ficou praticamente estável em pregão marcado pela cautela dos investidores diante do aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã. O Ibovespa caiu 1,19%, fechando aos 181.908 pontos, o menor patamar de encerramento desde 27 de março.

Segundo operadores, o avanço do petróleo e a elevação das preocupações sobre inflação e juros pressionaram especialmente ações sensíveis à taxa de juros. A temporada de balanços corporativos também esteve no radar do mercado, mas mesmo resultados considerados sólidos não evitaram perdas em grandes companhias. Investidores observaram ainda a saída de recursos estrangeiros nos primeiros dias de maio.

Câmbio cauteloso

O dólar à vista fechou cotado a R$ 4,891, com leve baixa de 0,10%, em seu menor nível desde 15 de janeiro de 2024. No decorrer da sessão, a moeda oscilou em faixa estreita, alcançando máxima de R$ 4,9059 pela manhã e mínima de R$ 4,8858 antes de voltar perto da estabilidade. Na B3, o contrato futuro de dólar para junho registrou fechamento praticamente estável.

Analistas atribuíram a reação moderada ao diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos, que continua atraindo capital estrangeiro. O Boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central com instituições financeiras, revelou uma redução na projeção para o dólar no fim do ano, de R$ 5,25 para R$ 5,20. Também foi destacada a baixa liquidez do pregão e a ausência de apostas mais agressivas diante da incerteza geopolítica. No exterior, o índice DXY operou próximo da estabilidade.

Petróleo sobe

O petróleo subiu nos mercados internacionais em meio ao impasse diplomático. O barril do Brent, referência para a Petrobras, avançou 2,88%, para US$ 104,21, enquanto o WTI, do Texas, subiu 2,78%, para US$ 98,07. A alta do petróleo reforçou a percepção de pressão inflacionária global e aumentou dúvidas sobre o ritmo de cortes de juros em vários países, incluindo o Brasil.

Guerra no radar

O retorno das tensões internacionais ocorreu após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, qualificar como “totalmente inaceitável” a proposta do Irã para encerrar o conflito. Trump afirmou ainda que o cessar-fogo está “respirando por aparelhos”, e autoridades iranianas indicaram que o país está preparado para responder a novos ataques. O cenário elevou as preocupações com a inflação global e os impactos potenciais sobre a economia mundial.

* com informações da Reuters

Com informações de Agência Brasil