O ex-secretário de Desenvolvimento Humano e Administração da Paraíba, Tibério Limeira, divulgou uma nota pública em resposta à denúncia do Ministério Público (Gaeco) que aponta desvios de R$ 10,3 milhões no Programa Prato Cheio do governo estadual.
Segundo o procedimento citado pelo ex-auxiliar, as supostas irregularidades ocorreram entre 2021 e 2023. Limeira está entre os oito investigados no caso, e o documento ministerial alega que ele recebeu R$ 50 mil em propina durante o período em que comandou a secretaria.
Na nota, o ex-secretário afirmou surpresa por tomar conhecimento da denúncia por meio de vazamentos à imprensa, e declarou não ter sido chamado para prestar esclarecimentos em nenhuma fase da investigação relacionada aos fatos divulgados. Ele afirmou ainda que considera preocupante a exposição pública de um cidadão antes do exercício pleno do direito de defesa.
Tibério criticou o que descreveu como fragmentação das informações inseridas no mesmo contexto investigativo, sugerindo que esse procedimento poderia gerar maior repercussão midiática e desgaste público. Ele repudiou, na nota, qualquer uso político das investigações e vazamentos que, segundo ele, violariam garantias fundamentais e antecipariam julgamentos na opinião pública.
O ex-secretário também ressaltou que, em abril, o Tribunal de Contas apresentou um relatório de inspeção especial sobre convênios entre a Secretaria de Desenvolvimento Humano (SEDH) e o Hospital Padre Zé, no qual não foram apontadas irregularidades referentes ao período em que ele ocupou o cargo.
Ao final do comunicado, Limeira afirmou que não aceitará perseguição política disfarçada de atuação institucional, especialmente em um contexto pré-eleitoral, e declarou confiar na Justiça, no devido processo legal e na demonstração de sua inocência.
A denúncia do Gaeco segue em tramitação no Ministério Público, que apresenta como objeto do procedimento apurar supostos desvios no Programa Prato Cheio e demais atos relacionados aos convênios mencionados.
O ex-secretário reafirmou seu posicionamento público de defesa da legalidade e transparência ao longo de sua trajetória e aguarda o andamento formal das investigações para prestar os esclarecimentos que entender necessários.
Com informações de Jornaldaparaiba



