PF captura em Dubai hacker ligado ao escândalo do Banco Master
A Polícia Federal (PF) prendeu, em 16 de maio de 2026, o hacker Victor Lima Sedlmaier, apontado como um dos investigados na 6ª fase da Operação Compliance Zero, que apura o esquema financeiro bilionário envolvendo o Banco Master e o ex-proprietário Daniel Vorcaro.
Sedlmaier era considerado foragido e havia um mandado de prisão expedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A prisão ocorreu em Dubai, durante ação conjunta entre a PF, a Interpol e as autoridades policiais dos Emirados Árabes Unidos.
Segundo a PF, as autoridades brasileiras acionaram mecanismos de cooperação internacional junto às autoridades dos Emirados, que determinaram a não admissão do investigado no país e sua imediata deportação para o Brasil. Após a chegada ao Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, Sedlmaier foi detido pelas equipes brasileiras.
A 6ª fase da Operação Compliance Zero foi deflagrada em 14 de maio de 2026 e teve como um dos alvos a prisão de Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro. De acordo com a PF, Henrique desempenhava papel central na gestão do grupo chamado “A Turma”, apontado como milícia pessoal do ex-banqueiro.
Os principais alvos desta etapa da operação foram os grupos identificados como “A Turma” e “Os Meninos”. Em relatório encaminhado ao STF, a PF descreve que ambos eram formados por agentes responsáveis por monitoramento e intimidação de opositores de Henrique e Daniel Vorcaro.
Sedlmaier é suspeito de integrar “Os Meninos”, grupo que, segundo as investigações, atuava em ataques cibernéticos, invasões telemáticas, derrubada de perfis e monitoramento digital ilícito em benefício de Daniel Vorcaro.
O ministro do STF André Mendonça, que autorizou prisões relacionadas à operação, registrou em despacho: “Em síntese, o que se extrai, nesta fase, é que HENRIQUE MOURA VORCARO não apenas se beneficiava dos serviços ilícitos da Turma, mas os solicitava, os fomentava financeiramente e permanecia em contato com seus operadores mesmo após o avanço ostensivo das investigações, revelando vínculo funcional intenso, contemporâneo e indispensável à manutenção do grupo criminoso”.
A existência da milícia pessoal foi identificada pela PF por meio de mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro. As investigações também reuniram conversas obtidas no aparelho do policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva, preso em 4 de março, na 3ª fase da operação, e posteriormente transferido para uma penitenciária federal de segurança máxima.
As apurações seguem em andamento para elucidar a participação dos investigados nas ações atribuídas aos grupos “A Turma” e “Os Meninos”.
Com informações de Agência Brasil


