A Polícia Civil realizou, na manhã desta terça-feira (21), uma operação em Mulungu que resultou na desmontagem e apreensão de câmeras de vigilância instaladas de forma clandestina e supostamente utilizadas por facções criminosas para monitorar moradores e a atuação de agentes de segurança.

Batizada de Dissidência, a ação teve como objetivo desarticular a organização com atuação principal no município de Mulungu e ramificações em João Pessoa e Santa Rita. Segundo a corporação, a investigação apura envolvimento do grupo com tráfico de drogas, homicídios, ataques armados, invasões de residências e outras práticas relacionadas ao controle territorial.

Para cumprir as diligências, a Justiça expediu 18 mandados de prisão preventiva, além de diversos mandados de busca e apreensão. Até o momento, as equipes policiais efetuaram a prisão preventiva de doze investigados e apreenderam aparelhos eletrônicos, entre eles celulares e mídias digitais, além de outros materiais considerados úteis às investigações.

Durante a operação, os policiais localizaram e retiraram do ar os equipamentos de monitoramento clandestinos, que, conforme as apurações, vinham sendo usados para acompanhar a circulação de moradores e a movimentação de forças de segurança na região. Os dispositivos foram recolhidos para análise pericial que deverá ajudar a identificar responsáveis e confirmar a extensão da rede de atuação criminosa.

A ação integra um conjunto de medidas adotadas pela Polícia Civil no âmbito da investigação para reduzir a capacidade de articulação e de intimidação do grupo no território onde atua. Os procedimentos seguem em andamento, com o objetivo de completar o cumprimento dos mandados pendentes e aprofundar a coleta de provas.

As autoridades informaram que os materiais apreendidos serão examinados por equipes especializadas, o que pode permitir novos desdobramentos e indiciamentos conforme o avanço das perícias e da investigação policial.

Os detidos foram encaminhados às unidades prisionais competentes e permanecem à disposição da Justiça enquanto os trabalhos investigativos prosseguem.

Com informações de Jornaldaparaiba