A Justiça Eleitoral da Paraíba confirmou que a diplomação do prefeito eleito de Cabedelo, Edvaldo Neto (Avante), ocorrerá na segunda-feira, 25 de maio, mesmo após o afastamento do gestor interino em investigação sobre supostas ligações entre o poder público municipal e uma facção criminosa. Com a medida, a posse deve ficar a cargo do vice-prefeito eleito, Evilásio Cavalcanti (Avante).
A cerimônia de diplomação está agendada para as 17h, no Teatro Santa Catarina, e será conduzida pela juíza da 57ª Zona Eleitoral, Thana Michelle Carneiro Rodrigues. A Câmara Municipal de Cabedelo informou que também marcou para a noite dessa segunda-feira a solenidade de posse de Evilásio Cavalcanti. Segundo a casa legislativa, o vice-prefeito eleito não está sujeito a qualquer restrição judicial.
Edvaldo Neto foi afastado do cargo interino por decisão tomada em 14 de abril, dois dias após a realização da eleição suplementar que confirmou sua vitória sobre o deputado Wallber Virgolino (PL). Desde o afastamento, a prefeitura vem sendo administrada interinamente por José Pereira, presidente da Câmara Municipal.
Edvaldo ocupava a prefeitura de forma interina desde que André Coutinho (Avante), eleito em 2024, teve o mandato cassado em decorrência de uma investigação que também apontou relação com uma facção criminosa. As apurações relacionadas ao caso avançaram no âmbito da Operação Cítrico, da Polícia Federal.
No mês anterior, a juíza Thana Michelle manteve a diplomação da chapa vencedora mesmo diante do prosseguimento das investigações. A decisão foi proferida em resposta a uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) apresentada pela defesa de Wallber Virgolino, que pleiteou medidas contra os candidatos eleitos após o pleito suplementar do dia 12 de abril.
Ao analisar o pedido, a magistrada entendeu que não havia provas suficientes para impedir a diplomação ou para adotar medidas mais drásticas contra os eleitos. Em sua decisão, a juíza afirmou que “não se revela possível afirmar, com o grau de evidência exigido, a existência de direito incontroverso”.
Reportagens relacionadas apontaram que a investigação inclui apurações sobre uso de empresas terceirizadas para contratação de pessoas com vínculos à facção e sobre possível desvio de recursos públicos estimado em R$ 270 milhões.
A cerimônia de diplomação e a posse do vice serão observadas pela Justiça Eleitoral, que segue acompanhando os desdobramentos das investigações.
Com informações de G1




