João Pessoa – A Paraíba registrou queda de 9,9% no número de domicílios em situação de insegurança alimentar entre 2023 e 2024, passando de 534 mil para 481 mil residências, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) 2024, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Redução mais intensa na insegurança grave
O recuo foi mais expressivo nos casos classificados como insegurança alimentar grave. O total de lares nessa condição caiu de 89 mil em 2023 para 58 mil em 2024, redução de 34,8%. Em termos de população, o contingente afetado diminuiu de 218 mil para 144 mil pessoas.
Nos domicílios com insegurança moderada, o número passou de 127 mil para 115 mil, alcançando 313 mil moradores. Já a insegurança leve abrangeu 308 mil casas em 2024, equivalentes a 20,7% dos domicílios, ante 21,5% no ano anterior.
Impacto sobre a população
Apesar da melhora, 34,3% da população paraibana — aproximadamente 1,4 milhão de pessoas — ainda enfrentavam algum nível de restrição alimentar ou temor de faltar comida em 2024. Em 2023, o total era de 1,5 milhão, 121 mil pessoas a mais.
Comparação regional e nacional
A proporção de domicílios paraibanos com insegurança alimentar (32,4%) permanece acima da média nacional, de 24,2%, mas abaixo da média do Nordeste, que é de 34,8%. No ranking do país, o estado ocupa a 11ª posição. Na região, registra a terceira menor taxa, atrás de Ceará (30,5%) e Rio Grande do Norte (29,4%).
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Para insegurança grave, a Paraíba apresenta o menor índice do Nordeste, de 3,9%, seguida pelo Rio Grande do Norte. No ranking regional, fica atrás apenas do Piauí.
Com informações de g1



