O consumidor que compra chocolate tem se perguntado por que continua pagando valores elevados, mesmo com a queda do preço internacional do cacau observada desde o ano passado. Após um forte aumento que fez o produto triplicar de preço, o cacau chegou a atingir a marca recorde de US$ 12 mil por tonelada (equivalente a R$ 62,4 mil) em abril de 2024.
Desde essa alta histórica, o preço do cacau no mercado internacional recuou e retornou a patamares anteriores ao pico registrado em abril de 2024. Apesar dessa retração nos valores internacionais, os preços ao consumidor final do chocolate não acompanharam a mesma velocidade de queda.
O episódio expõe a distância entre as cotações globais da matéria-prima e os preços praticados nas gôndolas. Em abril de 2024 o mercado viveu um ponto excepcional, com a tonelada alcançando US$ 12 mil, nível sem precedentes. A partir dali, houve redução nas cotações, mas o efeito dessa variação não se refletiu, de forma imediata e proporcional, no preço cobrado pelos produtos industrializados à base de cacau.
Consumidores e varejistas notam a persistência de preços elevados de chocolates mesmo com a reversão parcial do movimento de alta que marcou o mercado no ano anterior. O contraste entre a dinâmica do preço internacional da commoditidade e os valores em pontos de venda é o principal fator mencionado para a estranheza do público diante dos preços atuais.
O quadro permanece em atenção por parte de atores do setor e consumidores, enquanto as cotações internacionais seguem sujeitas a flutuações e os repasses para o varejo ocorrem em prazos e proporções variadas.
Com informações de Paraibaonline




