Minimização de infrações e posicionamento do setor da construção
No metro quadrado mais valorizado de João Pessoa, infrações relacionadas ao cumprimento da Lei do Gabarito passaram a ser tratadas com menor rigor por autoridades e representantes do setor, segundo relatos. O argumento apresentado por quem relativizou as irregularidades foi o de que variações de alguns centímetros ou metros não alterariam aspectos previstos na legislação, nem impactariam ventilação e paisagismo da cidade.
A postura permissiva, conforme críticos do episódio, buscou reduzir a gravidade das transgressões e evitar sanções para responsáveis por obras. Nesse cenário, o Sindicato da Construção Civil de João Pessoa foi apontado como perdendo uma oportunidade para explicar e reafirmar a importância da Lei do Gabarito como parâmetro e prática adotada pela maioria dos construtores considerados sérios na cidade.
A nota assinada pelo Sindicato da Construção Civil de João Pessoa foi descrita por observadores como insípida, inodora e incolor, expressão usada para ressaltar a falta de contundência no posicionamento institucional diante da acusação. Para críticos, essa neutralidade acabou por repetir um erro anterior: a omissão de um discurso firme em defesa do respeito às regras que regulam altura e gabarito das edificações.
O episódio reacende debate sobre a aplicação das normas urbanísticas e sobre o papel de entidades representativas do setor na defesa do interesse público. Entre as questões levantadas estão a necessidade de fiscalização mais rigorosa e de pronunciamentos claros por parte de autoridades e associações quando há suspeita de irregularidade.
As informações disponíveis descrevem a sequência de fatos sem detalhar desdobramentos administrativos ou judiciais futuros, limitando-se ao relato das posições públicas e à reação de observadores ao comunicado do sindicato.
Com informações de Heroncid.maispb


