Na ala pediátrica do Hospital Napoleão Laureano, em João Pessoa, crianças internadas por câncer começaram a reunir-se para trocar figurinhas da Copa do Mundo 2026. A iniciativa transformou momentos de consulta e internação em oportunidades de confraternização e distração entre pacientes e acompanhantes.

A proposta teve início por iniciativa de Lucas Emanuel, de 8 anos, que está internado desde novembro de 2025 para tratar um linfoma. Ao observar encontros públicos de colecionadores em shoppings da cidade, Lucas sugeriu adaptar a atividade ao ambiente hospitalar para recuperar parte das brincadeiras e do convívio com outras crianças.

Profissionais da unidade e a Fundação Napoleão Laureano apoiaram a ideia. As trocas ocorrem na brinquedoteca do hospital, espaço reorganizado para receber os participantes com medidas de segurança, como uso de máscara e avental descartável, e com supervisão da equipe responsável.

Além de proporcionar lazer, a atividade tem servido como acolhimento para pacientes submetidos a tratamentos longos, oferecendo uma rotina menos isolada e momentos de interação social. A dentista Cristiane Maia, que auxilia na organização dos encontros, afirmou que a intenção de Lucas de lembrar das crianças internadas sensibilizou a equipe e os familiares.

A campanha também conta com doações de álbuns e figurinhas para ampliar a participação dos internos que não têm material próprio. Segundo Marcelo Lucena, presidente da Fundação Napoleão Laureano, a mobilização busca facilitar o acesso à troca e convidar a comunidade a colaborar com álbuns e figurinhas para que as crianças tenham uma atividade lúdica durante o tratamento.

As reuniões na brinquedoteca reúnem pacientes e acompanhantes em horários determinados, respeitando os cuidados médicos e de biossegurança, e têm ampliado a rotina de atividades oferecidas pela instituição para o bem-estar emocional dos pequenos internados.

Ao transformar a coleção de figurinhas em um ponto de encontro, a ação pretende dar às crianças internadas a mesma possibilidade de socialização e diversão que colecionadores encontram em espaços públicos, mantendo a segurança e o acompanhamento profissional necessários no ambiente hospitalar.

Com informações de G1