A Polícia Civil da Paraíba prendeu, na sexta-feira (29), um homem de 51 anos investigado por crimes de natureza sexual na Zona Sul de João Pessoa. O suspeito trabalhava como porteiro em uma escola particular localizada no bairro dos Bancários e, entre as vítimas, há duas funcionárias da própria instituição.

Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que o homem realizou ato obsceno ao abordar uma mulher no bairro de Água Fria. Após essa denúncia, outras vítimas foram identificadas e ouvidas pela polícia, conforme apontam as apurações.

Segundo os levantamentos, o investigado estaria envolvido em diferentes práticas criminosas, que incluem tentativa de estupro e a exibição de material pornográfico a uma adolescente de 14 anos. O delegado responsável pelo caso, Lucas Sá, afirmou que o perfil das vítimas eram mulheres jovens.

De acordo com o delegado, o suspeito inicialmente negou as acusações, mas acabou confessando os fatos durante o curso das investigações. Lucas Sá também descreveu o comportamento do investigado como manipulador e disse que ele ficou em silêncio no momento da prisão, só passando a chorar e a falar quando percebeu que testemunhas o haviam reconhecido e que não havia mais como se defender.

A direção da escola foi intimada a prestar esclarecimentos sobre as denúncias relacionadas às funcionárias vítimas. Caso seja comprovada negligência por parte da administração do estabelecimento — por exemplo, se houve comunicação prévia e nenhuma medida foi tomada — a instituição poderá ser responsabilizada judicialmente.

Segundo a polícia, as duas profissionais ouvidas relataram que haviam informado a direção sobre os episódios e, diante da ausência de providências, optaram por pedir demissão. A direção da escola será ouvida na delegacia para que se verifique se a notificação dos fatos ocorreu de fato.

O suspeito foi encaminhado à unidade policial para os procedimentos legais e permanecerá à disposição do Poder Judiciário. Ele deverá responder por crimes que incluem importunação sexual e estupro.

Roberto Targino e Albemar Santos – MaisPB

Com informações de Maispb