As ações dos setores de petróleo, combustíveis e gás registraram em março o maior volume financeiro do primeiro quadrimestre na B3, com movimentação de R$ 133,07 bilhões. O dado integra o balanço do primeiro quadrimestre divulgado pela bolsa nesta segunda-feira (1º).
O montante de março superou os volumes verificados nos outros meses do período: janeiro com R$ 68,9 bilhões, fevereiro com R$ 56,7 bilhões e abril com R$ 98,2 bilhões. Segundo a B3, o desempenho do setor acompanhou um ambiente em que o petróleo chegou a operar próximo ou acima de US$ 100 por barril, influenciado principalmente pela guerra entre Estados Unidos e Irã.
No acumulado do primeiro quadrimestre, a Petrobras concentrou a maior parte das negociações do setor no mercado brasileiro. As negociações com ações da estatal cresceram de R$ 34,6 bilhões em fevereiro para R$ 85,1 bilhões em março, um aumento de cerca de R$ 50 bilhões em apenas um mês.
A alta na movimentação não se restringiu à Petrobras. A Prio teve salto de R$ 10,4 bilhões em fevereiro para R$ 30,2 bilhões em março. A Vibra também apresentou aumento, de R$ 5,1 bilhões em fevereiro para R$ 6,4 bilhões em março.
Sobre o comportamento dos investidores, a B3 afirmou em nota que “o movimento reforça que, em momentos de maior volatilidade externa, investidores tendem a aumentar o giro justamente em setores mais expostos a commodities – seja para aproveitar oportunidades ou ajustar posições”.
O relatório da bolsa destaca, assim, que a combinação de maior volatilidade internacional no mercado de petróleo e a concentração de negociações em papéis de grandes companhias do setor contribuíram para o recorde observado em março no segmento de energia e combustíveis na bolsa brasileira.
Os números divulgados pela B3 evidenciam a expressiva participação das ações de petróleo, gás e combustíveis nas negociações do mercado acionário nacional durante o início do ano.
Com informações de Agência Brasil



