A EMS anunciou nesta terça-feira (2) o lançamento da primeira caneta brasileira que utiliza semaglutida como princípio ativo, comercializada sob o nome Ozivy, com preço inicial de R$ 452. O medicamento teve aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) na terça-feira anterior (26), após avaliação de variantes semelhantes aos medicamentos Ozempic e Wegovy.

A aprovação nacional ocorreu depois do fim da patente da fabricante dinamarquesa Novo Nordisk, responsável pelos produtos originais. Com a perda da exclusividade, houve redução nos preços dos remédios e a abertura para que outras empresas desenvolvessem versões alternativas à base de semaglutida.

Segundo a EMS, a caneta da empresa foi a única formulação nacional que atendeu aos critérios exigidos pela Anvisa. A expectativa apresentada pela fabricante é ampliar o acesso ao tratamento para pacientes com obesidade, cujo custo mensal pode chegar a valores próximos de R$ 1.000 em alternativas importadas.

A Anvisa, ao aprovar a variante nacional, também estabeleceu um teto de preço alinhado aos valores praticados no mercado, indicando que o valor máximo da caneta poderia ficar próximo de R$ 800. A EMS informou que pretende comercializar a nova versão com preço pelo menos 30% inferior ao praticado anteriormente.

Opções e valores

A empresa detalhou as opções de apresentação e preços. A caneta individual, com doses entre 0,25 mg e 0,5 mg, terá preço de R$ 452 por unidade. Para tratamento inicial, há um pacote com doses para três meses ao custo de R$ 863,23, o equivalente a R$ 287 por unidade dentro desse pacote. Também será oferecido um pacote com duas canetas de 1,0 mg ao preço de R$ 896.

A EMS informou que, para consumidores que optarem pelo pacote de três meses, a partir do quarto mês a caneta terá preço de R$ 498. A empresa comunicou ainda que todas as opções, com exceção do pacote contendo duas canetas, estarão disponíveis nas farmácias a partir de 15 de junho.

O lançamento da Ozivy marca a entrada de uma alternativa nacional à semaglutida no mercado brasileiro, seguindo a abertura gerada pelo término da exclusividade da Novo Nordisk e a consequente concorrência entre fabricantes.

Com informações de Jornaldaparaiba