Gustavo Feliciano apresenta modalidade de crédito do Fungetur para empreendedoras atingidas por violência

Feliciano destacou a participação feminina no setor ao justificar a iniciativa. “A gente sabe que 52% da força de trabalho do turismo é composta por mulheres, 57% os empreendimentos do turismo são comandados por mulheres”, disse o ministro, ressaltando a necessidade de apoio financeiro a quem enfrenta situação de violência.

Segundo o ministro, a linha do Fungetur prevê uma carência inicial maior de 180 dias nos prazos de financiamento, para dar “mobilidade e tranquilidade” à empreendedora enquanto ela enfrenta o problema, com a possibilidade de retomar o pagamento das parcelas posteriormente. Em outro momento, ao detalhar critérios do programa, foi informado que a beneficiada poderá ter carência de até dois anos.

A medida usará a linha de crédito do Fundo Geral do Turismo (Fungetur) e integra ações do Pacto Contra o Feminicídio, lançado pelo governo federal. Feliciano afirmou que o objetivo é promover empoderamento e autonomia das mulheres, reforçando que o ministério atua para favorecer o protagonismo feminino no setor.

Sobre a operacionalização do crédito, o ministro explicou que os financiamentos são realizados por bancos. “As linhas de crédito são operadas pelos bancos, nós temos 38 operadores financeiros que fazem essas operações de crédito”, informou. Em João Pessoa, ele apontou que a Caixa Econômica Federal e o Banco do Nordeste oferecem maior capilaridade para acesso ao programa, mas ressaltou que há 38 instituições credenciadas a operar o Fungetur em todo o país.

O programa contempla, entre outras opções, linha de crédito para capital de giro, obras e aquisição de equipamentos, segundo as regras apresentadas pelo ministério.

Com informações de Maispb