Aliados do governador Lucas Ribeiro (PP) avaliam que a disputa pela vaga de vice na chapa pode influenciar de forma decisiva o resultado das eleições deste ano na Paraíba. No centro da discussão está o Republicanos, maior partido do estado e legenda do deputado federal Hugo Motta, que é apontado como interessado na definição do posto.
Integrantes do Republicanos defendem que a sigla tem estrutura suficiente para ocupar o espaço independentemente do critério adotado e apontam nomes como Luciano Cartaxo, Adriano Galdino, Wilson Filho e Maísa Cartaxo para a vice.
Segundo aliados ouvidos, há preocupação de que, se o partido for preterido e ficar sem a vaga, a responsabilidade pela eleição de Nabor Wanderley — ex-prefeito de Patos e pai de Hugo Motta — recairá mais diretamente sobre o Grupo Ribeiro. Nabor passaria a ser o único indicado do Republicanos na chapa, o que, na avaliação de alguns, poderia resultar em desgaste para os demais nomes do grupo caso o ex-prefeito seja derrotado.
Essa possibilidade teria ainda outra consequência política: tornaria menos vantajoso para Hugo Motta condicionar a ocupação da vaga ao Republicanos. Sem outro representante da sigla na chapa, a pressão para que as lideranças do grupo, citadas como Aguinaldo e o próprio Lucas, se empenhem na campanha de Nabor aumentaria, conforme o entendimento de aliados consultados.
Publicamente, Hugo Motta tem defendido a ampliação da participação do Republicanos na composição da chapa. No entanto, os cenários internos levantados por aliados apontam que a dinâmica eleitoral poderá obrigar os Ribeiros a um engajamento mais direto na disputa por Nabor, o que também provocaria reações no campo adversário.
O eventual maior empenho da base de Lucas na campanha de Nabor é visto como um fator capaz de alarmar o ex-governador João Azevêdo (PSB), que, segundo interlocutores, tem enfrentado desgaste interno e a perda de apoio de prefeitos que migraram para a candidatura de Nabor.
A definição do nome para a vice de Lucas, embora pareça um detalhe técnico, aparece entre aliados como um ponto central para a manutenção da unidade do grupo na segunda etapa das eleições.
Com informações de Jornaldaparaiba



