O assassinato de Rebeca Cristina completou 15 anos em 11/07/2011. A estudante foi encontrada morta em uma área de mata em Jacarapé, João Pessoa. Apesar da condenação do ex-padrasto, cabo da Polícia Militar Edvaldo Soares da Silva, a investigação aponta que há uma prova genética que não foi vinculada a nenhum suspeito e levanta indícios de participação de outra pessoa.
11 de julho de 2011
Rebeca saiu de casa no bairro Mangabeira VIII por volta das 6h50 para ir ao Colégio da Polícia Militar. Ao não retornar no horário habitual, a mãe, Tereza Cristina, procurou a escola e foi informada de que a filha não havia comparecido às aulas. Buscas foram iniciadas e, por volta das 14h20, o corpo da adolescente foi localizado em um matagal às margens da PB-008. O corpo foi reconhecido pelo ex-padrasto, Edvaldo Soares, e pelo tio, Joseilton Melquíades da Silva.
A perícia indicou que Rebeca foi vítima de abuso sexual ainda em vida e apresentou um ferimento por arma de fogo na cabeça. O laudo concluiu que a morte ocorreu entre 8h10 e 12h10. A mãe mantém objetos pessoais da filha, como fotografias e um urso de pelúcia, e afirma que o crime destruiu os sonhos da jovem, que aspirava a ser médica e veterinária e sonhava em se casar.
As investigações
Padrasto condenado
O cabo Edvaldo foi o único indiciado; o indiciamento ocorreu em 2016 e, três anos depois, ele foi condenado a 31 anos de prisão por homicídio e coautoria no estupro. Exames descartaram a presença de sêmen ou sangue do réu no corpo da vítima, mas o processo reuniu ao menos 22 indícios de sua participação. Conforme o relatório, Edvaldo ausentou-se do Presídio do Róger em dois momentos na manhã do crime, não participou da formação das 7h30 e autorizou saídas entre 8h10 e 11h10, horários que constam no inquérito.
Mudança de comportamento e depoimentos
Na noite anterior ao assassinato, Rebeca participou de um culto religioso e chorou durante a celebração; disse a amigas que precisava revelar algo importante. Testemunhas apontaram mudança de comportamento nos dias que antecederam o crime. Amigos relataram que ela havia descoberto mensagens no celular do padrasto que indicavam um relacionamento com outro homem. Após confrontá-lo, Rebeca teria recebido presentes para calar a situação, segundo depoimentos. A amiga Mykaelle Arruda afirmou ter sido ameaçada pelo ex-padrasto e disse que a ausência de um segundo réu transmite sensação de impunidade.
O caso segue marcado pela perda e pelo questionamento sobre a existência de material genético sem vínculo identificado, elemento que permanece sem resposta nas investigações.
Com informações de Jornaldaparaiba

