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A Energisa registrou 54 ocorrências envolvendo pipas na rede elétrica da Paraíba entre janeiro e junho de 2026. Segundo a distribuidora, os episódios geraram transtornos no fornecimento de energia e afetaram um grande número de consumidores.
Danillo Lelis, gerente de operações da Energisa, informou que esses incidentes provocaram curtos-circuitos que chegaram a interromper a energia em bairros inteiros. De acordo com o gerente, mais de 30 mil pessoas ficaram sem eletricidade por algum período em decorrência das 54 ocorrências registradas no primeiro semestre.
O gerente ressaltou ainda que o risco aumenta quando a pipa ou seu material entra em contato com equipamentos mais complexos, como subestações. Segundo Lelis, danos a esse tipo de instalação podem causar prejuízos milionários e demandar tempo para recomposição, já que alguns componentes precisam ser adquiridos no exterior.
Orientações de segurança
A Energisa recomenda que ninguém tente retirar pipas presas na rede elétrica ou aproxime-se do objeto, porque ele pode estar energizado. A empresa alerta que, além do contato direto, pode haver indução elétrica no ar ao redor, o que expõe a pessoa à possibilidade de choque mesmo sem tocar no material.
Em casos de pipa enroscada em fiação ou equipamentos elétricos, a orientação é acionar a distribuidora pelo telefone 0800 083 0196 para que equipes especializadas realizem o atendimento com segurança.
O gerente também advertiu contra o uso de postes para prender enfeites ou decorações. Conforme a Energisa, os postes têm altura e características projetadas para reduzir riscos elétricos e não devem ser utilizados para amarrar adereços, como bandeirinhas de festas juninas ou itens relacionados a eventos como a Copa do Mundo, já que isso pode provocar acidentes com a mesma gravidade dos causados por pipas.
Por fim, a empresa orienta que a prática de empinar pipas seja feita em locais adequados e distantes da rede elétrica, evitando proximidade com linhas, postes e subestações para reduzir a chance de curtos-circuitos e interrupções no fornecimento de energia.
Com informações de Jornaldaparaiba


