O ranking dos perfis mais seguidos de políticos paraibanos no Instagram é liderado pelo deputado federal Cabo Gilberto (PL), com 789 mil seguidores, seguido pelo comunicador e pré-candidato a deputado estadual Nilvan Ferreira (PL), com 649 mil. Na sequência aparecem o ex-governador João Azevêdo (PSB) com 349 mil, o deputado federal Hugo Motta (Republicanos) com 315 mil, o pré-candidato ao Senado Marcelo Queiroga (PL) com 275 mil, o governador Lucas Ribeiro (PP) com 243 mil e o prefeito de Campina Grande Bruno Cunha Lima (UNIÃO) com 231 mil seguidores.
Outros nomes com presença relevante nas redes, embora com alcance menor que os líderes, são: o ex-prefeito de João Pessoa e pré-candidato ao Governo Cícero Lucena (MDB) com 206 mil seguidores; o senador e pré-candidato ao governo Efraim Filho com 196 mil; o senador Veneziano Vital (MDB) com 166 mil; o deputado federal Romero Rodrigues (Podemos) com 129 mil; a senadora Daniella Ribeiro (PP) com 112 mil; o presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba, deputado estadual Adriano Galdino (Republicanos) com 92,8 mil; e o pré-candidato ao Senado Nabor Wanderley (Republicanos) com 90 mil seguidores.
No TikTok, rede em expansão no marketing político, os líderes apresentam números diferentes: Nilvan Ferreira aparece à frente com 249.900 seguidores, seguido por Efraim Filho (30,2 mil), João Azevêdo (28,6 mil) e Lucas Ribeiro (27,4 mil). Esses parlamentares e pré-candidatos mantêm publicações regulares, muitas vezes diárias, que variam entre bastidores, vida pessoal, divulgação de obras, conversas com aliados e defesas de pautas públicas.
Especialistas ouvidos dizem que o crescimento de seguidores não implica automaticamente maior probabilidade de vitória eleitoral. O consultor de marketing Filipe da Mata afirma que a percepção mudou: antes se valorizava a quantidade de seguidores; hoje, segundo ele, a prioridade é a qualidade do conteúdo e o engajamento — isto é, a conexão real entre público e pautas defendidas pelo político. Sem esse envolvimento, seguidores em números elevados dificilmente se convertem em votos.
Filipe também alerta para o equívoco comum entre influenciadores que migram para política: ter uma base grande de seguidores não garante apoio eleitoral quando as publicações não abordam posições políticas claras. A construção de conteúdo político, acrescenta, precisa ser pensada para ser percebida, compreendida e compartilhada. Ferramentas pagas e segmentação existem, mas conteúdos que mostram relevância orgânica tendem a alcançar mais pessoas sem investimento.
Redes e estratégias para 2026
Na avaliação do consultor, Instagram e TikTok funcionam como vitrines de posicionamento e pautas, enquanto o WhatsApp continua sendo a plataforma com maior capacidade de conectar eleitores de 16 a 80 anos. Ele lembra ainda que, depois de uma fase em que se acreditou que impulsionamento por si só convertia em votos (principalmente em 2022), a experiência de 2024 mostrou que a qualidade do conteúdo passou a determinar alcance e compartilhamento, tendência que deve se manter em 2026.
Também é ressaltada a importância de alinhar ações presenciais e digitais: para que a rede social reflita fielmente a atuação do político, é preciso coerência entre o que é defendido online e o comportamento na vida real.
Com informações de Polemicaparaiba


